Tirei esta fotografia ao Bento Amaral a ser empurrado pela calçada do Chiado acima por um grande amigo nosso, há umas semanas quando ele esteve em Lisboa. Uso-a agora por ser a única recente que tenho onde aparece o Miguel Siqueira de Almeida, porque quero falar dele e divulgar uma conferência que vai fazer esta noite no Lumiar. Padre jesuíta, o Miguel Almeida é um dos actuais responsáveis pelo Centro Universitário Padre António Vieira, o célebre Cupav cujos programas culturais e espirituais mobilizam nuvens de pessoas de todas as gerações. Os frequentadores do Cupav sabem há muito tempo que existem encontros mensais onde se debatem ideias e se discutem questões de interesse geral que vão da actualidade política à Ciência, passando pela Botânica, Geologia, Astronomia e, claro, pelos grandes temas existenciais. O assunto logo é o amor dos cristãos separados, divorciados ou re-casados. "Até que a morte nos separe?" é o desafio provocador que Miguel Almeida lança e ao qual vai tentar dar respostas. Ou melhor, algumas pistas e ideias para pensar. Eu, que o conheço bem e já o ouvi fazer conferências sobre temas fracturantes, sensíveis ou delicados como a sexualidade (tema da sua tese de mestrado em Boston) sei que o serão promete. A entrada é livre e o encontro começa às 21:15.
Estou, como disse na semana passada, na fase final de revisão do conteúdo do livro sobre Relações Humanas e Comunicação Inter-Pessoal. Dou comigo a ler e reler parágrafos de uma simplicidade e uma eloquência incríveis. Alberto de Brito tem o dom de clarificar, de trazer mais luz à vida das pessoas. Aqui fica um fragmento de um diálogo nosso sobre a importância de falarmos sobre as coisas fáceis e difíceis. Evitar certos temas não é boa estratégia.
- Os desentendimentos fazem parte da vida e das relações. Em casal, em família, no trabalho ou no grupo de amigos há sempre desencontros, desentendimentos. Se as pessoas se desentendem, mas depois conseguem reencontrar-se, ficam mais perto umas das outras do que antes de se terem desentendido. E quem havia de dizer que o amor cresce assim? E que o entendimento se reforça desta maneira? E que a qualidade do relacionamento aumenta assim, também? Digo e repito: ninguém evolui em linha recta, seja no percurso pessoal ou nas suas relações.
- É muito iluminante olhar para a vida assim, porque muitas pessoas acham que os desentendimentos equivalem a descer alguns degraus e a perder qualidade na relação...
- Não é verdade. Se aprendem a superar os desentendimentos, sobem uns degraus e ganham em qualidade, não tenha dúvidas. A qualidade de uma relação mede-se pela capacidade de superação dos conflitos. Esse é o maior e o melhor critério".
Tia e sobrinho que mais parecem irmãos, dada a relativa proximidade das idades. Ele foi o primeiro de dezenas de sobrinhos que ela teve e isso marcou a vida de ambos. Ela era muito nova quando ele nasceu e brincaram muito juntos. A tia Isabel era, por seu lado, muito chegada à sua irmã Helena, a minha mãe, e essa cumplicidade entre irmãs reflecte-se naturalmente na relação entre as nossas famílias. Mas note-se que a minha querida tia Isabel era adorada por toda a família, que ela amava em igual medida. Ou seja, não há favoritos nem preferidos, mas antes um círculo familiar alargado onde todos nos sentimos únicos porque os tios e os primos nos fazem sentir desta maneira. Hoje, segunda-feira, acordei com a memória das conversas ternas e eternas deste fim-de-semana. Escrevo ao som do piano minimalista, nostálgico e profundamente inspirador de Arvo Pärt e dedico este post ao meu primo João Diniz, que sabe muito bem o espaço que ocupa nos nossos corações e, nesta fase particular, sabe que estamos com ele.
P.S.: Joana, já descobri o trema! Obrigada.
O meu irmão Mané, pai do Filipe, o meu sobrinho mais velho, e do Gonçalinho, o meu sobrinho mais novo, a velar pelo sono do filho. Achei um amor vê-lo assim muito quieto ao lado do bebé, enquanto ele dormia. Coisas de pai. De pai muito querido, claro. Só as mães e os pais que amam muito os seus filhos se dispõem a acompanhá-los nos seus ritmos e a estar rentes aos seus ciclos. Sejam ciclos de sono ou de vida.
Um rapaz e uma rapariga a passearem abraçados pelas ruas de Madrid. Dois grandes amigos que são dois grandes pilares na minha vida. Estão à espera do terceiro filho e parecem eternos namorados. Ou melhor, são eternos namorados. De volta a Lisboa, retomo o trabalho e as rotinas com esta imagem feliz. Boa semana!
Gaspar e Núria, oitenta e tal anos cada um, casados os dois há muito mais de cinquenta. O tempo é um grande escultor. Encontrei-os assim, tal e qual. Pedi-lhes para tirar uma fotografia e perguntei-lhes o nome. Disseram que sim, riram e perguntaram se o Jaime também podia ficar. Claro que sim.

Adoro este imenso sistema de vasos comunicantes que é a blogosfera porque vamos dos blogs de uns para os blogs de outros e encontramos imagens belíssimas com textos mais ou menos inspiradores. É o caso de Le Love, de onde importei esta fotografia. O texto, escrito em forma poética marcada pelas horas da noite, foi impossível de copiar mas vale a pena ler. Pelo menos pelos que estão apaixonados. Todo o blog está dedicado ao amor nas suas mais variadas formas. As prováveis e as improváveis, aquelas que nos tocam e aquelas que nos repelam, as que nos dizem tudo e as que não dizem nada. Há de tudo e há referências a filmes maravilhosos, com diálogos inesquecíveis como os de Antes de Amanhecer. Mas não só.
Mãe e filhas, numa tarde particularmente feliz em que fizemos uma sessão de fotografias com toda a família. Foi há quase um ano e todos guardamos este álbum com amor e devoção por nos termos uns aos outros. Hoje a minha mãe faz anos. Ontem nasceu o Gonçalo, o seu quinto neto e agora celebramos os dois.
Achei que fazia falta neste post uma fotografia de todos, pais e filhos, radiantes por estarmos juntos numa sessão de fotografias divertida que envolveu a família inteira. Aqui estamos os seis do núcleo duro, a rir por coisa nenhuma, todos enfiados na mesma cama. A nossa mãe faz 74 anos e o nosso pai faz em breve 78. Quem diria que está a 2 anos dos oitenta... O pai do Gonçalo que nasceu ontem é o Mané, em cima à direita. E pronto, hoje o dia é irremediavelmente feliz para nós. Obrigada pelos comentários sempre muito queridos e em sintonia!
Atravessei o Jardim da Estrela de um lado ao outro para dar
um passeio mas também para encurtar caminho e quando
ia quase a sair, perto do lago dos patos, vi a clássica cena
dos pais com os filhos a verem os patos nadar.Pareceu-me
ver ali um dos meus grandes amigos e aproximei-me sem
que me vissem. Era o Francisco e a Luizinha, sim, e não me
tinham visto. Fotografei-os sem saberem que estavam a ser
fotografados (na imagem de cima) e depois pedi para tirar
mais umas fotografias. Adoro este filme do fim-de-semana
ou do fim de tarde em que os pais levam os seus filhos por
caminhos que eles próprios já fizeram na sua infância e lhes
mostram coisas tão simples e tão banais como os patos a
nadar ou as raízes das árvores e os caminhos das formigas.
A Neurociência diz que os três primeiros anos da vida de uma
pessoa são determinantes e, destes três, o primeiro é o mais
decisivo e se as crianças tiverem a sorte de ser filhas de pais
que cuidam bem delas e se envolvem no mundo delas, têm
tudo para potenciar as sinapses cerebrais e desenvolverem
mais e melhores capacidades ao longo da vida. Esta química
cerebral que vibra e multiplica talentos só porque somos muito
amados é fascinante! Boas notícias para os bons pais, portanto.
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