Domingo, 5 de Outubro de 2008
Praias com menos 27 toneladas de lixo!

 

Acabei de ouvir nas notícias que a Câmara de Cascais, em

parceria com uma empresa cujo nome me escapou mas

está ligada ao ambiente (gostava de ter fixado a sigla mas

vinha a guiar e nem sequer a percebi bem), retiraram este

ano das praias 27 toneladas de lixo entre Julho e Setembro.

 

 

É impressionante a quantidade de lixo que as pessoas vão

deixando atrás de si nas praias e nos lugares públicos. E é

chocante perceber que muitas destas pessoas o fazem sem

ser por esquecimento. Muito pelo contrário, agem como se

fosse legítimo sujar, manchar, degradar e conspurcar os sítios

onde passam e onde é suposto estar tudo em ordem para os

próximos. E para os que acabaram de sujar mas se calhar até

estão a pensar voltar! Detesto ver lixo nos jardins, nas bermas

das estradas, nos rios, nas praias, em todos os lugares onde

todos sabemos que é proibido deixar coisas fora do seu lugar.

 

 

Ontem fotografei esta praia, na Linha de Cascais, por me ter

chamado a atenção uma areia tão lavada e limpa. Nunca a

tinha visto tão imaculada e, por isso, não resisti. Hoje percebi.

E agora, que ouvia as notícias quando voltava da missa, não

resisto a deixar aqui uma frase dita uma vez por Alberto Brito,

padre jesuíta, que continua a fazer eco em mim e me guia:

 

Jamais poderemos controlar o que entra em nós e teremos

sempre dificuldades em controlar o que está dentro de nós,

sejam os pensamentos que nos habitam ou os sentimentos

que nos trespassam. Só conseguimos realmente controlar

aquilo que sai de nós. As acções, as palavras e os silêncios.  

 

publicado por Laurinda Alves às 12:41
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Domingo, 28 de Setembro de 2008
Taxista ladrão, que asco!

 

Acabei de ser roubada por um taxista. Não há

direito! Apanhei um táxi da Sé de Lisboa para

o Chiado e, no momento de pagar, pousei o

telemóvel no banco. Começou a chover, atrás

havia carros à espera e, com a pressa de sair

esqueci-me do telemóvel dentro do táxi. Pior,

não pedi factura e por isso não fiquei com o

contacto do taxista. Se ele fosse um homem

correcto e de bem, ou seja se não fosse um

ladrão que aproveita a ocasião, teria atendido

o meu telemóvel e teria voltado à minha rua

para mo devolver. Acontece que não só não 

atendeu como se despachou a desligá-lo!

Não há direito, insisto. Custa imenso admitir

que um profissional dos táxis afinal também

é um ladrão profissional. Que asco. Muito mau. 

Tudo isto para ir a um concerto de órgão de tubos

com o meu filho, que queria muito ouvir Messiaen.

Custou-me caro o concerto e perdi todos os contactos! 

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publicado por Laurinda Alves às 22:42
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Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008
Ainda o Cristo com cara de facínora...

Agradeço a todos e em especial à Ana Paulo Santos as informações sobre a autoria do Cristo da Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima.

 

"Realmente, não podemos considerá-lo bonito, mas parece que é propositadamente. É da autoria de uma artista irlandesa, Catherine Green. De acordo com declarações do santuário "Não se trata de um Cristo sofredor, não é um Cristo de glória, mas de passagem para a Glória, com influência da arte bizantina".

 

Apesar das explicações, intenções e supostas influências artísticas esta imagem de Cristo continua a ser medonha. Pavorosa, mesmo. Concordo inteiramente com a minha mãe quando diz, com a intimidade dos que sabem a cara de Jesus porque conhecem o Seu coração, que o próprio Cristo deve estar muito triste com esta imagem desfigurada.

 

- Eu acho que Ele olha para si, nesta figura, e Ele que é todo bondade nem a si próprio se reconhece! - garante a minha mãe. Percebo-a e não me custa acreditar que tenha razão, sim.

 

publicado por Laurinda Alves às 19:55
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Um Cristo com cara de facínora?

 

 

Estive em Fátima, onde participei numa conferência sobre

Acção Social e a transformação que ela implica no mundo. 

 

 

Depois da conferência não resisti a entrar na nova igreja

monumental, construida no recinto de Fátima. Fui com a

minha mãe. Entrámos pelas portas grandes, majestosas.

 

 

Lá dentro o Cristo na cruz, suspenso sobre o centro do altar.

Tudo como seria de esperar se este Cristo não fosse uma

figura estranha, desproporcionada e quase assustadora.

A minha mãe já O tinha visto mas eu não. Ao meu lado e em

tom reverente, dadas as circunstâncias, disse em voz baixa

mas altamente indignada: Já viste? É muito feio e tem cara

de facínora. Mete medo. Este não é o Cristo que eu conheço!

 

Não pude conter um ataque de riso em plena igreja a olhar

para a 'cara de facínora' daquele Cristo. É medonho, sim e

também eu não reconheço este Cristo. Quem será o autor?

 

publicado por Laurinda Alves às 14:29
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Domingo, 31 de Agosto de 2008
Táxis em Lisboa adaptados para deficientes

 

A minha crónica de sexta-feira passada no jornal Público. É impossível não ficarmos indignados perante as reacções e declarações de responsáveis que se recusam a incluir os que têm necessidades especiais. A mim repugnam-me todas as formas de exclusão e por isso aqui fica o texto da minha indignação.

 

 

Incluir? Não obrigado!
 
Num país onde a esmagadora maioria de pessoas portadoras de deficiência são obrigadas a ficar em casa por não terem condições para vencer os obstáculos na rua, é perverso ouvir declarações públicas feitas por pessoas aparentemente responsáveis que se recusam a dar passos para incluir os mais frágeis.
 
Falo de Florêncio Almeida, presidente da Antral, que explica com toda a eloquência possível que “não há mercado” para este tipo de transporte e que “as pessoas sem deficiência não querem viajar em táxis próprios para deficientes”. Inspirado, Florêncio Almeida, vai mais longe e admite: “eu próprio não gosto de ser conotado com o que não sou”. Extraordinário raciocínio, este. Mas há mais e continuo a citar o que li no Público de dia 22 de Agosto: “o que eu quero é trabalhar e não fazer serviço social”. Bravo! Uma boutade pareceu-lhe pouca coisa, duas ou três de enfiada deram-lhe certamente outra assurance discursiva.
 
Pois bem caro Florêncio a serem verdade, estas suas afirmações falam por si e infelizmente dizem o pior. Mostram uma total insensibilidade e revelam uma ignorância chocante. Isto para não falar da falta de estratégia empresarial e da ausência de sentido do negócio. Mas vamos por partes.
 
Ao contrário de Florêncio Almeida, a maior parte das pessoas que não tem handicaps físicos sente-se muito mais confortável quando anda em transportes onde há lugares ou circunstâncias adaptadas aos deficientes do que quando percebe que estes foram completamente excluídos.
 
É completamente falso que os ditos normais se recusem a apanhar um táxi adaptado para pessoas com necessidades especiais. Aqui e em qualquer lugar todos ganhamos com a inclusão e por isso é bom que Florêncio Almeida fale por si, coisa que obviamente não pode fazer por ser presidente de uma Associação que representa uma classe com milhares de profissionais.
 
Uma coisa é as pessoas sem handicaps não se lembrarem que são precisas adaptações, outra radicalmente diferente é estas mesmas pessoas recusarem estas adaptações com argumentos patéticos. Nesta linha é bom que Florêncio Almeida separe as águas e não amplie uma voz distorcida.
 
Quanto a não gostar de ser conotado com o que não é, neste caso particular com pessoas com deficiência, cada um sabe de si. Eu lido perfeitamente com todos os tipos de deficiência e a única que verdadeiramente me incomoda é a deficiência moral. Essa sim, incomoda-me por revelar pobreza de espírito e indigência moral, passe a redundância.
 
Finalmente a questão do serviço social. Numa época em que todos temos consciência de que o empreendedorismo e a responsabilidade social das empresas são uma aposta ganha à partida, não fica bem a ninguém defender o indefensável. Se Florêncio Almeida não faz nem quer fazer que se chegue para o lado e deixe que outros façam o que tem que ser feito.
 
Uma cidade como Lisboa precisa urgentemente de táxis adaptados para deficientes, para velhinhos com bengalas, para pessoas frágeis ou doentes, para homens e mulheres que fizeram operações graves, para pais e mães que têm filhos pequenos ou bebés de colo e, quem sabe, até para um dia o próprio Florêncio Almeida poder transportar algum familiar ou amigo que tenha dificuldades de locomoção. Contra estes factos não há argumentos. Ou há, senhor Florêncio Almeida?
 
publicado por Laurinda Alves às 14:15
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31 mulheres assassinadas que dormiam com o inimigo

 

 

Uso aqui de propósito a imagem de um cartaz australiano que denuncia a violência doméstica e as mortes a que ela conduz para ilustrar a crónica que escrevi para o jornal Público de sexta-feira passada, para que fique muito claro que embora eu fale das 31 mulheres portuguesas assassinadas, infelizmente esta realidade cruza todas as fronteiras.

 

 

Feios, porcos e maus

 

Li com atenção, perplexidade e nojo as páginas do Público de terça-feira passada sobre as 31 mulheres assassinadas este ano pelos namorados, maridos e amantes. O enunciado é difícil de acompanhar mas não é por todas as vítimas serem mulheres ou crianças. É pela violência da coisa propriamente dita. Podiam ser homens, velhos ou novos, que a repugnância era igual. Não se trata de uma reacção feminista, quero dizer. Trata-se de uma consciência profunda de que há quem morra porque teve o azar de casar ou dormir com o inimigo.

 
A exposição de uma sucessão de casos dramáticos tem a virtude de mostrar um filme mais completo e mais próximo de uma realidade muito dura de aceitar. Há demasiados homens que maltratam e matam as mulheres com quem estão ou estiveram envolvidos e há muitos que o fazem na presença dos próprios filhos. Alguns destes homens suicidam-se no mesmo dia, logo a seguir, mas isso não acrescenta nada a não ser impotência e revolta.
 
As histórias relatadas por Ana Cristina Pereira falam de homens agressivos, de rapazes desequilibrados, de gente com mau carácter que usa e abusa da sua supremacia física para bater, agredir, humilhar, torturar e finalmente matar. No fim ficamos com a certeza de que algumas destas mortes poderiam ter sido evitadas se as mulheres tivessem sido ajudadas, ou se existissem mais portas onde bater quando as relações conjugais se tornam invivíveis.
 
Todos estes casos têm a ver connosco e isso é uma realidade incontornável. Não podemos descartar responsabilidades nem podemos fingir que não vimos, não sabemos nem lemos. No dia em que estas mulheres são enterradas temos a certeza de que foram mortas pelos homens que diziam que gostavam delas mas também pela nossa indiferença (ou distância) sempre que gritaram e não as ouvimos.
 
Artemisa Coimbra, do Observatório das Mulheres Assassinadas, investigadora e autora de uma tese de mestrado sobre violência doméstica, foi longamente citada pelo Público no dia em que saiu o artigo de que falo e sublinhou duas ou três coisas que merecem ser sublinhadas. Destaco, acima de tudo, a ‘invisibilidade’ destas mulheres, que são maltratadas ou ameaçadas durante anos a fio e finalmente mortas.
 
Nunca se fala da história destas mulheres, das suas aspirações e medos, das suas fragilidades e forças. No dia em que são assassinadas relatam-se os factos, enumeram-se os filhos e descrevem-se as circunstâncias do crime mas raramente se gastam três linhas a dizer quem eram e como eram estas mulheres. É estranho. Mesmo depois de mortas acontece-lhes o mesmo que em vida: não têm existência própria.
 
Já os homens que as humilham e matam, esses têm todos identidade e quase sempre o direito a uma personalidade. Estranho, insisto.
Porque será que estas mulheres são tratadas em vida e na morte como não existentes?
Este vazio, este silêncio e toda esta invisibilidade parece uma estratégia mais ou menos inconsciente para apagar os vestígios de uma realidade que todos preferíamos que não existisse. Será? Não sei, não sou especialista na matéria. Mas interrogo-me e procuro respostas que não encontro.
 
Leio as descrições que se fazem sobre os traços de carácter dos criminosos, fico a saber os passos que deram e as motivações que tinham, mas raramente capto alguma coisa essencial sobre as vítimas. A única informação que passa e fica a fazer um eco insuportável é o número de filhos e se assistiram à tragédia ou não. De resto mais nada.
 
Deixo aqui a interrogação sublinhada e toda a minha perplexidade perante uma realidade que cruza todas as condições, raças e credos. O enunciado desta semana remeteu-me fatalmente para a história de dois irmãos, ‘filhos de família’ no sentido mais convencional da expressão, que conheci nos tempos de liceu e tinham uma vida aparentemente normal, equilibrada e feliz até ao dia em que o pai foi acordá-los ao quarto para terem todos uma conversa na sala. Os dois irmãos vieram ensonados para a sala onde estava a mãe e o pai e mesmo antes de fazerem qualquer pergunta o pai declarou que ia matar a mãe e queria que eles vissem. E matou e eles viram.
 
O pai suicidou-se anos mais tarde na cadeia e estes dois irmãos, de quem eu era bastante próxima, ainda hoje são perseguidos pelas imagens de uma tragédia impossível de adivinhar dada a estrutura familiar e a sua condição social. Se conto isto agora é para de certa forma exorcizar este meu fantasma antigo e para reforçar a ideia de que há homens desequilibrados, feios porcos e maus onde se imagina mas também onde menos se espera.
publicado por Laurinda Alves às 13:55
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Domingo, 27 de Julho de 2008
ATENÇÃO: PROIBIDO ESTACIONAR!

 

Bar de praia no Algarve. Entre os dois carros brancos existe 

um sinal que diz "estacionamento proibido excepto cargas e

descargas" mas é como se o sinal não estivesse lá. Há carros

estacionados durante o dia inteiro, coisa que torna o acesso ao

bar mais difícil, em especial para quem tem handicaps físicos.  

 

 

Dois comentários: primeiro sublinhar as palavras do Salvador,

que vive todos os dias esta realidade e sofre na pele a falta de

civismo. Depois sublinhar a atitude e a delicadeza que usa para 

classificar os que não cumprem as regras. Salvador diz que é

preocupante, repararam? Qualquer um de nós diria que é um

abuso revoltante. É incrível a maneira como ele e tantos como

ele se transcendem todos os dias sem revolta, sem rancor nem

ressentimentos. Salvador demorou uma 'eternidade' a chegar ao

bar da praia, coisa que nós fazemos sem pensar em 3 passos...

É por estas e por outras que o Salvador criou uma Associação!

  

publicado por Laurinda Alves às 00:33
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Segunda-feira, 14 de Julho de 2008
Ninguém quer ver o insuportável

O caso Fritzl abalou o mundo mas infelizmente não foi o único. Logo a seguir, em França descobriu-se outro pai que mantinha o mesmo tipo de relação com a sua filha Elizabeth, de quem também teve filhos, embora o sequestro fosse 'apenas' psicológico e emocional.

 

Ponho aspas na palavra 'apenas' porque o terror de viver sequestrada moral ou emocionalmente pode ser tão brutal como o sequestro físico vivido pela filha de Fritzl e filhos. Quando nos interrogamos sobre os cúmplices destas e outras histórias, percebemos que é improvável que outros não estejam envolvidos.

 

Hoje o Público traz a notícia de um casal alemão que foi condenado por ter deixado a sua filha morrer à fome. Lea-Sophie tinha cinco anos e pesava 7 quilos. É impossível que outros não tivessem reparado numa criança esquelética que estava literalmente a morrer à fome.

 

Uma semana antes de Lea-Sophie morrer os serviços alemães de protecção de menores foram anonimamente contactados e investigaram o apartamento do casal (Nicole, 24 anos e Stefan, 26 anos tinham dois filhos) mas o casal apresentou apenas o filho e escondeu a filha. É extraordinário que os agentes não tenham exigido ver a criança que procuravam mas compete agora às autoridades alemãs investigar estes investigadores.

 

Se falo disto é porque todos sabemos que há sempre mais cúmplices do que aqueles de quem se fala. A mulher de Fritzl nunca desconfiou? Ou era, também ela, violentada e mantida num clima de terror psicológico? E os vizinhos? E o resto da família? E as autoridades?

 

É incrível como estas coisas se passam tão perto de nós, na porta ao lado, na rua da frente ou no prédio de trás, em cidades como a deste casal de Schwerin, perto de Berlim, e é incrível como aparentemente ninguém quer ver o insuportável. Dizem os especialistas que na raíz desta cegueira colectiva está o medo de sermos obrigados a ser consequentes e a agir em conformidade, implicando-nos de alguma forma em casos que nos são insuportáveis. Será?

 

publicado por Laurinda Alves às 18:50
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Domingo, 13 de Julho de 2008
Tantos talentos desperdiçados ...

Intervalo d' Os Contemporâneos. Desisto mais uma vez e desligo a televisão. Custa-me sinceramente ver tanto talento desperdiçado. Será que a Maria Rueff, o Bruno Nogueira, o Nuno Markl e os outros acreditam mesmo que este programa tem graça? Será que sou só eu que não consigo rir e nem sequer sorrir? O que será que se passa com eles? Ou comigo, sei lá. Se calhar o problema é só meu.

 

É estranho porque, individualmente, todos eles têm graça e sentido de humor. Cada um deles provou os seus talentos no passado recente e não há dúvidas nenhumas sobre isso. Em grupo, neste grupo e neste formato, não têm piada nenhuma. Todos juntos deviam ser explosivos mas não, é o contrário. Os sketchs são quase sempre piadas secas, os personagens fazem quase sempre figuras tristes e o humor é quase sempre pífio.

 

Sei que vão ficar todos a odiar-me mas sempre que vejo Os Contemporâneos fico desconsolada e com aquela vaga sensação de vergonha alheia. Acreditem que não é embirração, é mesmo desolação. Custa-me ver tantos talentos desperdiçados, o que é que querem.

 

publicado por Laurinda Alves às 21:57
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Sexta-feira, 11 de Julho de 2008
Mulheres que fazem mergulho vestidas

 

Na linha dos posts que escrevi hoje sobre as mulheres muçulmanas, recebi este mail e esta fotografia (que vale por mil palavras) e não resisto a publicar com a devida autorização da minha amiga, que está a morar em Singapura com o marido e o filho, de quem morro de saudades:

 

Laurie,

Ainda a propósito da liberdade da mulher, estas férias estivemos numa praia da Malásia a fazer snorkling e vivi na pele o contraste entre o meu bikini (senti-me nua) e as mulheres que vão para a água tapadas da cabeça aos pés.
Resta-me a certeza (e a  consolação) de que tanto elas como eu aproveitámos a beleza do fundo do mar e vivemos um dia bem divertido.
um beijinho cheiinho de saudades.

Maria

 

publicado por Laurinda Alves às 16:33
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