Domítila Santos trabalha há 25 anos em Wall Street e é, como muitos sabem, uma mulher invulgar com um percurso de vida extraordinário. Gestora de patrimónios, Domitília subiu literal e metaforicamente todos os degraus da Bolsa de Nova Iorque e criou uma marca própria de sucesso e confiança num mundo extremamente competitivo e feroz. E masculino.
Elegante e prática, Domitília revela uma atitude firme mas ao mesmo tempo terna, atenta e divertida. Tem uma personalidade marcante que combina a alta performance neste mercado de 'private banking' com a participação em maratonas um pouco por todo o mundo. Ao longo da entrevista fui percebendo o que faz correr Domitília e o que a torna tão especial dentro e fora das esferas da alta finança.
Esta série de programas sobre os portugueses no mundo pretende revelar uma série de pessoas que vivem e trabalham fora de Portugal e têm muito talento, capacidade de iniciativa, criatividade e originalidade. Uns são mais mais velhos e outros mais novos (a ideia era essa mesma, de cruzar gerações de emigrantes), mas todos eles são extraordinariamente bons naquilo que fazem. É o caso da Domitília Santos e dos outros quarenta entrevistados que esta série de programas vai mostrar.
Voltámos à 'estrada' para a última viagem desta primeira série de filmagens. Nova Iorque é a cidade onde vamos gravar as últimas seis das quarenta entrevistas que vão ser incluídas nos programas da RTP e RTP Internacional que serão exibidos a partir de Setembro. Depois de três meses a viajar incessantemente sentimo-nos uma família.
Sobrevoar o Atlântico durante o dia é sempre uma beleza. Falo por mim, claro, que adoro andar de avião e raramente consigo dormir nas viagens intercontinentais. O André e o Paulo, pelo contrário, dormem e descansam. Eu morro de inveja mas não há nada a fazer. Não sou de adormecer fácil nos aviões e é pena prque podia aproveitar para descansar.
Chegar a Nova Iorque, e ver Manhattan do alto do céu é sempre uma emoção. Aqui está sol, faz calor e o céu está limpo. Apetece imenso ficar por cá uns tempos. Nova Iorque é uma cidade onde eu gostaria de viver, e como tenho a sorte de a conhecer bem e de já vir cá há muitos anos com alguma regularidade, sinto-me bastante em casa.
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