Em vésperas de mais uma sexta-feira santa, os católicos praticantes estão particularmente conscientes da sua fé. Ou melhor, da substância, da essência, do exemplo e do testemunho d’Aquele em quem acreditam. O critério fica, porventura, mais afinado e o olhar mais centrado.
Há poucos dias ouvi alguém sublinhar que nunca devemos julgar os outros segundo os nossos critérios porque falhamos sempre. E somos, quase sempre, injustos.
Esperar dos outros que sejam como não são e que façam o que não sabem ou não conseguem fazer é um erro tremendo. Diria mesmo que é um clássico de toda a humanidade.
Fonte de equívocos e sofrimentos, este olhar de quem julga e acusa é impiedoso. Mata e mói.
A proposta para esta semana, se bem me lembro do que ouvi, era não julgar e não condenar. A aposta era treinar a compaixão e a capacidade de perdão. A ideia era olhar para os outros com um critério diferente, mais acolhedor e humano. Mais divino, quero dizer.