Sexta-feira, 11 de Julho de 2008
Esta mulher vendeu a filha de 10 anos e prostitui-se

 

Afghanistan has more than 2 million widows, and these and other desperately poor women often turn to prostitution, despite the risk of being killed by their families if they are discovered. So they remain in the shadows, beneath a double veil of tradition and shame. This woman’s husband is too old to work. She sold her daughter into marriage before the girl was 10, and now she sells herself.

 

Copiei a imagem e o texto do site americano Mother Jones, de San Francisco.

Mother Jones também é uma revista em papel mas acima de tudo é um conceito de

jornalismo livre, sem medo de pôr o dedo nas maiores feridas sociais e políticas do

mundo moderno.

Os reporteres MoJo, como eles dizem, investigam sobre torturas e torturadores,

sobre a situação das mulheres no Afeganistão, sobre o comércio sexual e sobre tudo

aquilo que expõe as chagas da condição humana. 

A aposta da equipa de Mother Jones é mostrar o pior e lutar por um mundo melhor.

  

publicado por Laurinda Alves às 00:08
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5 comentários:
De isabel queiroz melo a 11 de Julho de 2008 às 00:05
Olhar esta fotografia e entrar nesta noticia faz-me presentes milhares de raparigas , com quem trabalho, tão escravas quanto estas em situações que olhamos como tão distantes...
De facto não podemos ignorar...e doi a sua inocencia de aceitar, sem mais, como se tivesse que ser assim... uma passividade construida por anos e anos de sobrevivencia , com corações cheios de fome e um corpo que lhes traz tantas vezes a ilusão de sentirem queridas e lhes adormece por algum tempo a sua imensa ferida de afecto e dignidade... porque nem sabem que tinham direito a ter condições de ser PESSOA !
De ruben a 11 de Julho de 2008 às 02:15
não me aborreçam com esses pormenores sem interesse e insignificantes. ela que faça como todo o mundo e arranje trabalho como toda a gente e se deixe de desculpas para não trabalhar. a mim só me interessa a guerra contra o terror no médio oriente e a guerra contra o narcotráfico na américa latina... ah, já me esquecia, e a segurança balística na europa para salvaguardar os europeus desses grandes malandros dos terroristas. todo o resto é tedioso e aborrecido, não há pachorra para tamanha seca!!!!!
De Anónimo a 11 de Julho de 2008 às 05:39
queridaLaurie
mais uma vez continuamos em sintonia e por coincidência acabei de ler ontem um livro impressionante sobre esse tema (recomendo a leitura).
Trata-se de um relato muito real e pouco sensacionalista de duas mulheres no Afeganistão nos últimos 30 anos .
"A Thousand Splendid Suns " de Khaled Hosseini (mesmo autor de "The Kite Runner").
um bj com saudades
mvz
De Concha a 11 de Julho de 2008 às 11:57
Quem sou eu para julgar esta mulher ? Mais uma vez , poderei condenar a vida que escolheu fazer , mas não ela . Em situações ambientais idênticas , as pessoas tomam decisões diferentes e são essas decisões que vão posteriormente condicionar a sua vida futura . É claro que lamento as suas decisões porque não farão dela, com toda a certeza , uma mulher feliz . A imagem choca , por colocar a nu aspectos opostos .
Interpela-me também a venda da filha já com dez anos . O que levará uma mãe a fazer isso a um filho ?
Lamento e não entendo !
Concha
De CC a 12 de Julho de 2008 às 14:26
Concha, também eu não quero ter a presunção de julgar, esta, ou outras mulheres que se prostituem. As razões para esta forma de vida são muitas, cada qual encontra na sua escolha a sua razão. Normalmente, a prostituição é praticada por adultos que supostamente têm capacidade para discernir. Sou muito pouco sensível à questão da prostituição. Quando não estamos a falar de adultos, estaremos provavelmente a falar de outra coisa que não a prostituição, como: exploração sexual de menores e outros nomes, infelizmente tão na moda. Neste ponto, reconheço coerÊncia à Maria Puta (desculpem mas penso que é assim que ela se auto-intitula), quando afirma que gosta do que faz e que o faz porque quer.
Voltando ao caso apresentado e à venda da filha. Também aqui não quero julgar, mas só o escrever "venda da filha" me causou arrepios. Continuando neste misto de pasmo e masoquismo: será que fez um bom negócio? Terá vendido na primeira oportunidade ou regateou e escolheu a melhor oferta? Que razões terá encontrado para, como mãe, explicar e aceitar este seu comportamento? Como vai viver com a incerteza sobre o destino que deram à filha (penso que a venda pressupõe o afastamento )?
Não quero continuar a atormentar-me com estes pensamentos, por isso fico por aqui.

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