Quinta-feira, 3 de Julho de 2008
Aqui dentro há um piano de cauda

 

Atrás desta porta há uma sala e dentro da sala há um piano

de cauda em silêncio, à espera de ser tocado pelos alunos

que hoje estão a fazer os exames finais de 5º Ano de Piano

na Academia dos Amadores de Música, em Lisboa.

 

 

 

Estático e silencioso, este piano assusta quem está cá fora

diluído em nervos antes de tocar as peças que estudou.

 

Fui assistir ao exame da Joana, minha afilhada querida, que

tocou maravilhosamente. Bem sei que não sou nada imparcial

(muito pelo contrário, sou radicalmente parcial!) mas também

sei que há coisas que fazem toda a diferença. 

 

Falo da segurança e da entrega com que se toca piano, falo da

inspiração do momento mas acima de tudo do talento, do dom,

da maneira como a música habita quem aprende piano. E falo,

claro, das horas de estudo e da perseverança que é preciso ter

para abdicar de tanta coisa, numa idade em que apetece muito

mais ir para a praia do que ficar oito horas por dia a tocar.

  

Não me cabe avaliar a audição desta tarde mas se tivesse que

pontuar dava-lhe nota máxima. Foi tudo muito bom e a Joana

nem sequer parecia nervosa. Mas estava, e muito. Bravo!

 

Como não se pode filmar nem fotografar durante as audições,

aqui fica o movimento nervoso dos alunos entre exames...

 

 

publicado por Laurinda Alves às 17:30
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4 comentários:
De FERNANDA a 3 de Julho de 2008 às 18:22
Pois é, Laurinda, permita que a trate assim... Às vezes, gosto muito de ler o que escreve; outras, nem tanto...

Não sendo nenhuma purista em relaçáo à língua, entendo que um jornalista tem deveres acrescidos.
Assim, quando a Laurinda critica Sócrates pela utilização da palavra «olvidar», não me parece que haja razões para isso, pois trata-se de uma palavra portuguesa de origem latina.

Parece-me bem mais grave o facto de a Laurinda empregar a palavra «preserverança», pois configura, essa sim, um erro ortográfico, já que a grafia correcta seria «perseverança».

Até breve
Fernanda
De Concha a 3 de Julho de 2008 às 19:01
Aprendi a tocar piano e ainda hoje tenho pena de não ter continuado . Era jovem ainda e ninguém insistiu para que não desistisse . São de facto necessárias muitas horas de estudo . No piano como em tudo , o importante é que sejamos pessoas felizes . O mundo pertence a estes , mesmo que á volta haja turbulência ela volta para quem a provoca , se estamos de bem com a vida . Já aqui foram feitas referências a algumas dessas pessoas e espero continuar a ter o prazer de conhecer muitas mais.
Concha
De Moura Aveirense a 4 de Julho de 2008 às 00:44
Bem sei o que são esses nervos... fazer o exame de 5.º ano de piano é um passo decisivo quando se estuda o instrumento. Ainda hoje me lembro tão bem desse dia e já faz quase 15 anos...
De isabel queiroz melo a 7 de Julho de 2008 às 21:48
Laurinda
Fiquei francamente satisfeita ao confrontar-me com o seu blog, foi um pouco como reencontrar alguém que nos é significativo!
Foi com um sentimento de perda que vi acabar a Xis, não apenas pela consonância que tinha com o seu conteúdo, como também pelo espaço de esperança e de abertura de horizontes que percebia representar para tantos!
Gostaria imenso de lhe oferecer um romance que publiquei recentemente e que penso ir muito na linha que julgo ser a sua. Gostaria de saber para onde o posso enviar.
Aproveito para lhe desejar que continue a ser um olhar de profundidade e frescura na nossa sociedade. É bom saber que poderei visitar este blog regularmente.
Um abraço Isabel Queiroz de Melo

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