Uma janela sobre o rio e a cidade onde me sento todos os dias e ouço os barulhos da rua, as vozes descombinadas ao fundo, o som grave dos navios que chegam ao porto, o rumor dos carros a passar no tabuleiro da ponte, os homens que descarregam vidros e garrafas no passeio em baixo, alguém a chamar por alguém, o apito do comboio antes de partir, um amigo que chega e toca à porta de outro amigo, a voz da velha na mercearia antiga, o assobio do rapaz do talho quando dobra a esquina.
Uma janela onde vejo o sol descer e a lua subir. Onde ouço com mais ou menos abstracção a vida de todos os dias e sigo o voo das gaivotas e dos pássaros nocturnos, silenciosos e graves, de grandes asas brancas luminosas.

Descubro com surpresa e alegria a cadeira encarnada com as mesmas sombras de renda desenhadas pelo ferro escuro, forjado por mãos antigas segundo fórmulas que se calhar mais ninguém usa, fotografada neste lugar mas por outro olhar, noutro dia que não sabia. E também descubro com nostalgia a imagem da varanda, fotografada na estação das chuvas, através dos vidros que nos dias de sol ficam sempre abertos.

Estas e muitas outras fotografias ainda mais bonitas que estas são de
João Francisco Moura, da sua galeria no Flickr. Obrigada John-John.
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