Ah a praia! É sempre tão revigorante, simultanea- mente calmante e saudável espraiarmo-nos naquelas areias calientes e aconchegantes que se moldam ao nosso corpo, enquanto o sol nos percorre da cabeça aos pés, ora acaraciando-nos ora abrasando-nos.
E é então que nos mergulhamos no reino de Neptuno, primeiro devagar, depois em braçadas tão apetecí- veis e refrescantes que só saímos desse mar quando já não mais queremos ficar, para depois regressar- mos mais e mais outra vez e sempre com o mesmo prazer.
Depois é o regresso à toalha que nos espera e que nos sabe deliciosamente bem e ficamos a ouvir o barulho do mar, nas suas ondas, a rebolar e a bater na areia e nas pedras (quando as há). Que som tão sui generis e cadenciado.
Há zonas balneares onde existem faixas de mar, de pinhal e campo simultaneamente. Frequentar esses locais é um privilégio que eu já vivi diversas vezes, quer no centro quer a norte do nosso país, que é preciso dizer tem praias de maior ou menor dimensão mas com qualidade, especialmente as menos conhecidas, pois ainda não as "estragaram". E é com prazer que percorremos os quilometros que sejam precisos para chegarmos a esses portos seguros e ansiosamente desejados.
Usualmente, quando regresso das praias, venho sempre acompanhada com pedras, não muitas, que recolho aqui e além, por achar que são diferentes das anteriores que já tenho em casa. Umas conservo para sempre, outras dá-me imenso prazer dá-las a quem também partilhe deste gosto.
Vivo ao pé da praia (duas ruas acima) e sempre vivi com vista para o rio Tejo ou junto ao mar. Eu sinto que eles fizeram parte do meu crescimen- to, acompanharam o meu amadurecimento e continuam ao meu lado nesta fase de lazer perma- nente da minha vida!