da água sei que é possivel, mas e das pedras? será que é possivel determinar o nivel de poluição?!?!?!? p.s: bom, se for só para ver não há problema de maior.
Calculo como gosta desse mar, das pedras redondas, da água transparente ou azul sobre elas, do ruído leve cheiinho de palavras com sentido... Calculo como goste. Eu vivo com o mar ao meu lado mas sem oliveiras e sem pinheiros mansos e em vez de seixos diversamente coloridos e com formas atraentes, tenho as rochas metamórficas com milhões de anos. Mas aprecio tudo isso que nunca me canso de acariciar.
As praias da minha infância , todas tinham pedras .Habituei-me a ir ao mar em equilíbrio sobre as pedras , até conseguir mergulhar . O vaivém das ondas a rolar as pedras , é quase como que uma música que se escuta e apazigua . A água vai actuando sobre as pedras , limando arestas de modo a ficarem com formas mais harmoniosas .Esta transformação é lenta , tal como acontece com as nossas vidas . (este será um filme para rever ) . Concha
Ah a praia! É sempre tão revigorante, simultanea- mente calmante e saudável espraiarmo-nos naquelas areias calientes e aconchegantes que se moldam ao nosso corpo, enquanto o sol nos percorre da cabeça aos pés, ora acaraciando-nos ora abrasando-nos.
E é então que nos mergulhamos no reino de Neptuno, primeiro devagar, depois em braçadas tão apetecí- veis e refrescantes que só saímos desse mar quando já não mais queremos ficar, para depois regressar- mos mais e mais outra vez e sempre com o mesmo prazer.
Depois é o regresso à toalha que nos espera e que nos sabe deliciosamente bem e ficamos a ouvir o barulho do mar, nas suas ondas, a rebolar e a bater na areia e nas pedras (quando as há). Que som tão sui generis e cadenciado.
Há zonas balneares onde existem faixas de mar, de pinhal e campo simultaneamente. Frequentar esses locais é um privilégio que eu já vivi diversas vezes, quer no centro quer a norte do nosso país, que é preciso dizer tem praias de maior ou menor dimensão mas com qualidade, especialmente as menos conhecidas, pois ainda não as "estragaram". E é com prazer que percorremos os quilometros que sejam precisos para chegarmos a esses portos seguros e ansiosamente desejados.
Usualmente, quando regresso das praias, venho sempre acompanhada com pedras, não muitas, que recolho aqui e além, por achar que são diferentes das anteriores que já tenho em casa. Umas conservo para sempre, outras dá-me imenso prazer dá-las a quem também partilhe deste gosto.
Vivo ao pé da praia (duas ruas acima) e sempre vivi com vista para o rio Tejo ou junto ao mar. Eu sinto que eles fizeram parte do meu crescimen- to, acompanharam o meu amadurecimento e continuam ao meu lado nesta fase de lazer perma- nente da minha vida!