Adoro o eco das palavras ditas e escritas. Hoje algumas coisas que o Mia me disse na entrevista do fim da manhã, e estão gravadas no post imediatamente antes deste, ficaram a ressoar:
É ali que regresso a mim e não me dou mal com a tristeza foram duas frases poderosas.
Regressar a mim é, para mim, uma ideia muito cara. Passem todas as redundâncias, é juntar cá dentro tudo aquilo que anda disperso ao longo dos dias. A unidade interior é o patamar sobre o qual gosto de construir e improvisar. Estar inteira na vida, em cada momento, é o meu maior objectivo. Às vezes consigo.
Não me dou mal com a tristeza, diz o Mia Couto e é extraordinário que o diga pois todos temos pavor da dor, todos sentimos desconforto na tristeza. De uma forma mais ou menos secreta, todos temos medo de tudo o que nos tira a alegria e daí ser importante ouvir alguém como o Mia assumir que a tristeza afinal não é assim tão má companhia. Percebo-o. E acredito.
Não resisto a deixar aqui os primeiros parágrafos do novo livro de Mia Couto, um livro que se abre e só se consegue fechar depois de lido até ao fim. Estou a falar de Venenos de Deus e Remédios do Diabo. Muito bom.
O médico Sidónio Rosa encolhe-se para vencer a porta, com respeitos de quem estivesse penetrando num ventre. Está visitando a família de Bartolomeu Sozinho, o mecânico reformado de Vila Cacimba.
À porta, a esposa Dona Munda, não desperdiça palavra, nem despende sorriso. É o visitante quem arredonda o momento, inquirindo:
- Então o nosso Bartolomeu está bom?
- Está bom para seguir deitado, de vela e missal...
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. Alegria!