Sábado, 21 de Junho de 2008
De sol a sol, no dia maior do ano

 

 

Agora que já fui e voltei da praia e atravessei a ponte sobre o Tejo de mota, coisa que adoro pela sensação de absoluta liberdade mas, também, pela extraordinária proximidade com que se fica da cidade, lembrei-me de uma cena que vi e filmei no Museu da Electricidade esta semana.

 

Era uma cena muito banal de trabalho nos bastidores: dois homens de um lado a fixar uma estrutura metálica e, do outro lado, um homem a varrer o chão na superfície branca da zona que já está pronta para receber a próxima exposição do Museu. Lembrei-me dos homens e da cena justamente por ter acabado de atravessar a ponte de mota. Quando vamos de carro é impossível olhar para baixo com atenção suficiente para destacar cada um dos prédios e lugares que conhecemos bem.

 

Também me lembrei do fragmento que ficou gravado porque para muitos destes homens que trabalham nas obras não há sábados nem dias feriados. E muito menos praia e festas em dia de Solstício. Trabalham de sol a sol porque há prazos a cumprir. E ponto final parágrafo. 

publicado por Laurinda Alves às 20:58
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