Sábado, 21 de Junho de 2008
De sol a sol, no dia maior do ano

 

 

Agora que já fui e voltei da praia e atravessei a ponte sobre o Tejo de mota, coisa que adoro pela sensação de absoluta liberdade mas, também, pela extraordinária proximidade com que se fica da cidade, lembrei-me de uma cena que vi e filmei no Museu da Electricidade esta semana.

 

Era uma cena muito banal de trabalho nos bastidores: dois homens de um lado a fixar uma estrutura metálica e, do outro lado, um homem a varrer o chão na superfície branca da zona que já está pronta para receber a próxima exposição do Museu. Lembrei-me dos homens e da cena justamente por ter acabado de atravessar a ponte de mota. Quando vamos de carro é impossível olhar para baixo com atenção suficiente para destacar cada um dos prédios e lugares que conhecemos bem.

 

Também me lembrei do fragmento que ficou gravado porque para muitos destes homens que trabalham nas obras não há sábados nem dias feriados. E muito menos praia e festas em dia de Solstício. Trabalham de sol a sol porque há prazos a cumprir. E ponto final parágrafo. 

publicado por Laurinda Alves às 20:58
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3 comentários:
De Nadine a 22 de Junho de 2008 às 00:44
Gostei de ler o blog.

Gostei. "Ponto final parágrafo"
:) Beijo
De Concha a 22 de Junho de 2008 às 02:20
Ontem e hoje , senti um pouco do que é estar do outro lado.
Estive a trabalhar , num arraial, a servir sardinhas e bifanas no pão . No final, foi necessário deixar tudo em condições para que outros amanhã possam utilizar aquele espaço . Pude aperceber-me , das várias atitudes, de quem é servido . Há quem tente ajudar com um sorriso solidário , há quem olhe por cima do ombro , há quem seja quase insolente puxando pelos galões e há quem tente negociar com um sorriso também mas pela escolha da melhor sardinha . É bom de vez em quando, sentirmos o que é estar do outro lado.
Fica uma nota de 20 para o trabalho dos escuteiros de ajuda em várias situações....solícitos, alegres e eu diria mesmo humildes.
Concha
De Augusto Küttner de Magalhães a 25 de Junho de 2008 às 12:32
Um dos atropelos que se está a cometer nesta globalização desumanizada é retirar tempo a que as pessoas possam poder estar em família, não a tradicional com Patriarcas ou Matriarcas, mas em familia mesmo que pequena. E se o trabalho é indispensável, a vida e a família não o deixam de serr...bem pelo contrário...enfim...

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