Hoje, terça-feira, dia de voluntariado nos Cuidados Paliativos, adormeço com a memória de uma conversa demorada, mais alegre do que triste, que tive no hospital da Luz com um engenheiro que também é professor. Ou melhor, com um homem que verdadeiramente nasceu para ensinar.
De aspecto novo, este homem chegou ao hospital ontem, com muitas dores, e agora está suspenso do resultado de múltiplos exames. O tempo de espera não é fácil para ninguém e muito menos para quem está doente e precisa de saber o que se segue.
A conversa foi profunda e interessante. Tranquilo e disponível para falar, contou-me coisas da sua vida, da sua família e dos seus alunos. Mesmo sem o ter dito percebi que a sua vocação era ensinar. Alguns episódios passados com alunos marcaram-no profundamente e não tenho dúvidas de que ele próprio foi, e continua a ser um professor marcante.
Também falámos de matemática, energias, aerogeradores, ventoinhas, dínamos, alternadores e outras abstracções fascinantes para quem, como eu, não percebe patavina destas matérias. O facto de eu ser de Letras e ele ser Engenheiro Electrotécnico permitiu-nos evoluir entre ondas, marés e outros movimentos perpétuos misturados com livros, leituras, sentimentos e sentidos.
Saí do quarto do hospital ao fim da tarde com a certeza de que haja o que houver este homem é forte e vai ser capaz de manter a atitude positiva. Impressionou-me tanto a sua força de caracter como a imaginação prodigiosa para conceber protótipos geradores de energia, mas acima de tudo tocou-me a maneira como fala das pessoas que lhe são queridas e das coisas da vida.
Percebo que nunca tenha tido problemas de disciplina dentro da sala de aula. E também percebo o ascendente que tem sobre os alunos a quem nunca teve que falar noutro tom de voz que não este de quem está tranquilo naquilo que é essencial.
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