
Nadia Comaneci tem hoje 46 anos (a minha idade) e continua em grande forma.
Ícone mundial da ginástica artística, esta romena conquistou a primeira nota 10 da História nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, e a seguir subiu mais nove vezes ao pódio.

Nadia vive há muitos anos nos EUA, onde tem uma mega-academia de ginástica com especialistas e ginásios onde treinam cerca de 1.200 alunos.
Lembrei-me dela ontem no avião, quando voltava do Brasil, porque li na Folha de São Paulo uma reportagem especial sobre três países pobres que são líderes absolutos em três desportos olímpicos: a Roménia (ginástica, claro!), o Quénia (corrida) e Cuba (pugilismo).
A reportagem é impressionante porque se percebe o sobre-esforço, por vezes desumano, a que os atletas são obrigados diariamente. Mas também se percebe neste empenho uma espécie de luta pela sobrevivência e por uma vida melhor. Embora pareça um paradoxo falar de 'uma vida melhor' para atletas que treinam duramente 8h por dia, que só vêm as famílias de três em três meses e que moram em campos isolados onde treinam, comem e dormem, sem qualquer vida familiar ou contactos sociais para além dos colegas que treinam com eles ( e dos treinadores), é realmente de 'uma vida melhor' que se trata para muitos destes jovens atletas.
Subir ao pódio olímpico não é apenas uma compensação individual para uma fasquia demasiado alta. Também é uma afirmação colectiva e uma enorme conquista para um país inteiro. Especialmente quando se trata de países onde as medalhas olímpicas de ouro e prata valem muito mais do que a economia dos próprios países.
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