Terça-feira, 3 de Junho de 2008
Nadia Comaneci, 32 anos depois

 

Nadia Comaneci tem hoje 46 anos (a minha idade) e continua em grande forma.

Ícone mundial da ginástica artística, esta romena conquistou a primeira nota 10 da História nos Jogos Olímpicos de Montreal, em 1976, e a seguir subiu mais nove vezes ao pódio.

 

 

Nadia vive há muitos anos nos EUA, onde tem uma mega-academia de ginástica com especialistas e ginásios onde treinam cerca de 1.200 alunos. 

 

Lembrei-me dela ontem no avião, quando voltava do Brasil, porque li na Folha de São Paulo uma reportagem especial sobre três países pobres que são líderes absolutos em três desportos olímpicos: a Roménia (ginástica, claro!), o Quénia (corrida) e Cuba (pugilismo).

 

A reportagem é impressionante porque se percebe o sobre-esforço, por vezes desumano, a que os atletas são obrigados diariamente. Mas também se percebe neste empenho uma espécie de luta pela sobrevivência e por uma vida melhor. Embora pareça um paradoxo falar de 'uma vida melhor' para atletas que treinam duramente 8h por dia, que só vêm as famílias de três em três meses e que moram em campos isolados onde treinam, comem e dormem, sem qualquer vida familiar ou contactos sociais para além dos colegas que treinam com eles ( e dos treinadores), é realmente de 'uma vida melhor' que se trata para muitos destes jovens atletas.

 

Subir ao pódio olímpico não é apenas uma compensação individual para uma fasquia demasiado alta. Também é uma afirmação colectiva e uma enorme conquista para um país inteiro. Especialmente quando se trata de países onde as medalhas olímpicas de ouro e prata valem muito mais do que a economia dos próprios países.

 

publicado por Laurinda Alves às 13:25
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4 comentários:
De Café com Natas a 3 de Junho de 2008 às 13:39
Olá!
Ainda estes dias me questionava acerca do que seria feito desta grande senhora!
Agora já sei
:)
Belo post
De Anónimo a 6 de Junho de 2008 às 12:55
++++
De Augusto Küttner de Magalhães a 3 de Junho de 2008 às 14:39
Tenho dúvidas de que quem está em Cuba, por ser atleta tenha uma vida melhor...quando o mesmo acontecia para lá da Cortina de Ferro, julgo que os atletas "não tinham uma vida melhor" tantos aproveitaram para fugir por não estarem bem, era uma vida em função do colectivismo exarcebado, sem privacidade, sem intimidade, sem qualquer decisão sobre a própria vida!!!! Seria e será uma vida "não pior"?
De zilda cardoso a 3 de Junho de 2008 às 16:47
Parecia uma rapariga esganiçada, é uma linda mulher . Ainda bem que teve o sucesso que decerto ambicionava.
O seu olhar, sereno e bom, é o de alguém decidido, que sabe o que quer, e que muito pode ensinar.ZC

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