Segunda-feira, 2 de Junho de 2008
Chegada a casa

 

 

Olho para o relógio e dou-me conta de que, dada a diferença horária, esta é a hora a que chegam a casa os três filhos dos meus amigos que moram no Brasil. Mais do que serem filhos de amigos, são três miúdos que eu adoro e que agora me enchem de saudades.

 

Ontem, antes de me vir embora, filmei-os a chegar com as bicicletas e pedi-lhes para fazerem tudo como se eu não estivesse ali. Como sabiam que estavam a ser

filmados fizeram tudo igual menos... as gritarias e correrias do costume. Claro.

 

Ou seja, chegaram muito certinhos e 'postos por ordem'. Largaram as bicicletas no lugar habitual mas sentiram que estavam a ser observados e entraram em casa calados. Percebo-os. Se me estivessem a filmar a mim nas minhas rotinas do dia-a-dia também ficava 'sem jeito'. 

 

Em todo o caso, para mim, estes vinte segundos de filme servem como memória de um dos momentos altos da tarde: as corridas de bicicleta para ver quem chega primeiro a casa, as correrias até à porta e os gritos do cimo das escadas. Muito bom. Gosto da vida de família, da confusão, trapalhadas e gritos que sempre há no fim de cada dia.

 

Acima de tudo gosto muito destes três (em vésperas de serem quatro!), comovo-me e divirto-me com os detalhes de cada um. Ela porque é linda, invulgarmente profunda para a idade e tem um riso fácil (ri com tudo mas em especial com os disparates que o pai conta); o mais velho porque é todo desportista, tem uma inteligência rápida, uma capacidade de observação incrível e um sentido de humor fino; o mais novo porque é completamente estouvado mas tem a mesma inteligência fulminante dos irmãos e a gargalhada ainda mais fácil e contagiante. Em resumo: são muito queridos e também tenho saudades deles. Ponto. 

 

 

publicado por Laurinda Alves às 21:54
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4 comentários:
De rita jonet a 2 de Junho de 2008 às 22:12
Também tenho saudades destes miúdos... Gostei de os ver e ouvir tão bem nesse lado do mundo.
Obrigada Laurinda por esse seu condão de diluir as distâncias...
De Francisco Romeiras a 3 de Junho de 2008 às 00:15
Antes de ler o post, pensei que era a Laurinda que já tinha regressado (chegado) a casa...
Por que é que as pessoas não são naturais quando sabem que estão a ser filmadas? É uma pena nunca conseguir o que se pretende com naturalidade!
De Fernando Alves a 3 de Junho de 2008 às 00:31
Agradeço-lhe os relatos desta sua viagem. Adoro arquitectura, e a simplicidade que os nossos arquitectos colocam nos seus trabalhos. Venero o arquitecto Siza. A casa dos seus amigos também é muito interessante.
Descobri Laurinda no semanário independente quando escreveu o "Dolce fare niente" e onde descreveu as brincadeiras de fim-de-tarde. A viagems, a arquitectura do Siza, as conversas com os engenherios foram uma combinação perfeita de bons ingredientes para este fim-de-semana. Muito, muito obrigrado.
De quica a 3 de Junho de 2008 às 20:46
obrigada laurinda
foi muito bom ler os teus comentários sobre os meus filhos e netos. estou comovida e cheia de saudades, apesar de ter vindo de lá há tão pouco tempo.
mas depressa eles vão voltar. um beijo muito grande e bem hajas
quica

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