Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
O amor acontece

Agora que já voltei ao continente e me sinto outra vez em casa; agora que estou mais tranquila e livre de embaraços informáticos, lembro-me do casamento deste fim-de-semana, cujo filme revi mentalmente de olhos fechados enquanto sobrevoava o oceano, e penso que nunca tinha ouvido os noivos acrescentarem uma palavra à cerimónia em que se declaram dispostos a amar e a permanecer fiéis até ao fim dos tempos.

 

A palavra que não consta do texto convencional da cerimónia faz toda a diferença. Não só pelo sentido da palavra mas pela intensidade e verdade com que foi dita por um e repetida pelo outro. Adorei!

 

Qual é a palavra? "Perdidamente". Ou seja os noivos acrescentaram a palavra "perdidamente"  naquela parte em que um promete ao outro amá-lo e ser-lhe fiel na alegria como na tristeza, na saúde como na doença.

 

Ouvir a Mariana e o Pedro, que conheço bem, declarar com paixão um ao outro que prometem amar-se perdidamente até ao fim dos tempos não é apenas uma coisa bonita de se ouvir. É comovente e transformador porque revela o amor que construiram até aqui e mostra a maneira como querem continuar a amar-se. Tão ou mais importante que isto é a certeza que todos temos de que é exactamente isso que vai acontecer pela vida fora.

Basta conhecer um e outro para saber que sim, e é esta certeza que nos enche a nós de certezas. Sobre o amor e sobre a vida, quero dizer. 

 

publicado por Laurinda Alves às 17:30
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3 comentários:
De zilda cardoso a 26 de Maio de 2008 às 18:19
Depois de a ter visto tão zangada com a Madeira (pobre ilha!), gostei que voltasse ao que me parece que é habitualmente. Mas apreciei ainda mais saber que se irrita e protesta, tl com gestos expressivos de quem é capaz de dar uns socos e tal e tal.
Estou a ver aquele casamento cinematográfico e romântico. Que dirão daqui por 10 anos? Não importa, agora é PERDIDAMENTE com convicção e isso já é muito importante. ZC
De zilda cardoso a 26 de Maio de 2008 às 18:20
Depois de a ter visto tão zangada com a Madeira (pobre ilha!), gostei que voltasse ao que me parece que é habitualmente. Mas apreciei ainda mais saber que se irrita e protesta, tl com gestos expressivos de quem é capaz de dar uns socos e tal e tal.
Estou a ver aquele casamento cinematográfico e romântico. Que dirão daqui por 10 anos? Não importa, agora é PERDIDAMENTE com convicção e isso já é muito importante. ZC
De Augusto Küttner de Magalhães a 27 de Maio de 2008 às 14:40
"Perdidamente" é espantosa a palavra quando bem usada, como terá sido o caso..........pelo conhecimento da Laurinda sobre os noivos! Interessante!

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