Segunda-feira, 26 de Maio de 2008
Cúmulo de nervos na Madeira

Há pelo menos um lugar muito central na Madeira que afinal parece do fim do mundo. Já explico porquê.

Vim à Feira do Livro de Água de Pena (onde já tinha estado no ano de 2002) e a tarde de ontem foi um verdadeiro poema.

 

Antes do encontro marcado com os visitantes da feira, às seis da tarde, houve um concerto inaugural pela Orquestra de Acordeões e os músicos tocaram peças eruditas e peças populares. De Brahms a Piazzola, passando pelas músicas tradicionais espanholas, italianas e portuguesas, o concerto durou uma hora e foi uma maravilha.

 

Depois houve um encontro igualmente feliz, pontuado por conversas, perguntas e partilhas que interpelaram e deixaram a pensar. Gostei de rever algumas das pessoas com quem tinha estado há seis anos e adorei a tarde de música e conversa com autógrafos no fim.

 

Gravei um pequeno filme do concerto e fiz fotografias e aqui é que começa a história de estar numa ilha portuguesa onde afinal certas coisas me dizem que estamos num fim de mundo.

A organização da Feira do Livro que me convidou a vir a Água de Pena foi inexcedível comigo e reservou um quarto no Carlton do Funchal. Não era preciso tanto mas agradeço o gesto.

 

Cheguei ao hotel à meia-noite, depois da emoção da feira e de um jantar de amigos e liguei o computador para fazer o upload do filme que me apetecia imenso pôr no blog. Começou aqui a saga terceiro-mundista que dura até agora, que me encheu de nervos, frustração, zanga e...vontade de não voltar ao Carlton do Funchal.

 

Apesar de ser um hotel de 5 estrelas e ter funcionários impecáveis e zelosos, também tem outros mais despreocupados ou desatentos que não percebem que os seus deveres são para serem cumpridos. Até às 4h da manhã um dos funcionários impecáveis tentou aceder ao Sapo através do meu computador sem conseguir. O problema não era do computador nem da net mas de qualquer insondável mistério deste hotel pois todos os sites estavam e estão disponíveis menos o Sapo. Resumindo uma história que durou horas pela noite dentro e não se resolveu até agora, foi impossível passar as fotos e o filme para aqui e o pior nem foi essa impossibilidade, o pior foi a maneira como no front office lidaram com o assunto.

 

Estou zangada? Estou e muito! Estou perplexa? Sim, porque não percebo o mistério Carlton/Sapo e muito menos a atitude displicente dos funcionários displicentes. Estou frustrada? Claro. São quase 11 da manhã, acordei irritada em vez de acordar contente por ter passado um fim de tarde óptimo ontem em Água de Pena, escrevi um texto mal-disposto, ainda não tomei o pequeno-almoço e ... estou morta para ir embora deste hotel e voltar ao continente! Felizmente tenho um avião para o Porto já a seguir ao almoço.   

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publicado por Laurinda Alves às 10:33
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