Gosto de ouvir o vento passar entre as folhas. Gosto do vento da tarde, das sombras nos muros ocres e cor-de-rosa de Lisboa, da pedra branca antiga, do som dos eléctricos a passar e do barulho dos cães a ladrar. Gosto da quietude das casas ao fim do dia e do movimento perpétuo nas ruas da cidade.
Quando vejo o vento passar entre as folhas lembro-me dos versos de Alberto Caeiro:
Às vezes ouço passar o vento;
e só de ouvir o vento passar, vale a pena ter nascido.
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