Sexta-feira, 23 de Maio de 2008
Ainda a Final e a relva artificial...

 

Foto: Mikhail Voskresensky/Reuters

 

O jogo de quarta-feira foi emocionante e já muito se disse sobre ele. Bruno Prata escreve hoje no Público um artigo que fala do choro de Cristiano Ronaldo e comenta o estado da relva, entre muitas outras coisas.

Apesar de eu ter torcido pelo Manchester e ser (mais) uma fã radical de Ronaldo, concordo inteiramente com o que ele diz sobre os jogadores do Chelsea.

Aqui fica a parte sobre a relva artificial que foi o que acabou por decidir esta final.

 

"Grave foi ver alguns dos melhores craques mundiais a debater-se com um relvado sem a qualidade mínima para tamanho duelo. Há 15 dias chegaram a Moscovo rolos de relva importados da Eslováquia. Mas em vez de estes terem servido para substituir a relva sintética que até aí servia o estádio Luzhniki, acabaram por ser instalados por cima do referido material artificial.

 

Com a chuva que caiu, o resultado foi uma lástima, com os jogadores a escorregarem com uma frequência estranha, como se em vez de pitões usassem barras de sabão debaixo das chuteiras. Verificaram-se duas situações sintomáticas que acabaram por ter influência no marcador e no desfecho da final.

 

Primeiro foi Van der Sar a escorregar após a azarenta "carambola" e a ficar impossibilitado de impedir que Lampard empatasse e desse o ânimo necessário ao Chelsea para voltar com as baterias recarregadas para a segunda parte. Mais dramático ainda foi ver Terry ficar com pé preso numa cova quando ia marcar o penálti.

 

Dramático, angustiante e injusto porque se havia alguém que não merecia tamanha traição do relvado era o carismático capitão do Chelsea. A sua fibra e qualidade superior viu-se, por exemplo, na forma soberba como ao minuto cem fez um corte verdadeiramente extraordinário.


Por isso, e até porque o futebol é hoje uma indústria profissionalizada, capaz de envolver milhões e de cativar os interesses mais díspares, importa que a UEFA acautele no futuro estas situações. Quem recebe a organização de uma final tem de se preocupar menos com o tratamento VIP dos convidados e passar a respeitar mais os artistas que correm lá em baixo no relvado"

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publicado por Laurinda Alves às 08:54
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