Quarta-feira, 25 de Abril de 2012
Um faquir no Chiado

O Chiado continua a ser um movimento perpétuo, um desfile de multidões e um imenso palco para músicos e artistas de rua. Há de tudo aqui, até faquires que se sentam sobre pregos enormes, muito afiados. A performance desta vez exigiu silêncio e muita concentração. Assisti ao antes, ao durante e ao depois, e também fiquei impressionada. Era impossível não ficar. Agora olho para a fotografia e vejo que até do alto da sua estátua o próprio Chiado, ou melhor António Ribeiro, taverneiro quinhentista proprietário do estabelecimento que deu origem ao nome do Bairro, parece olhar com espanto para o faquir. Neste 25 de Abril, em que se celebra tanta coisa entre tanta polémica, e em que todos recebemos a notícia da morte de Miguel Portas com a dor e a perplexidade com que sempre acolhemos as perdas prematuras, os artistas de rua não param e a vida continua. É estranho e é fascinante, mas é mesmo assim. 

publicado por Laurinda Alves às 00:01
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1 comentário:
De Fernanda Matias a 26 de Abril de 2012 às 12:13
Olá laurinda
Lamentávelmente, Miguel Portas morreu quase a celebrar Abril. Mas todos temos que continuar, cada um nas suas causas. Quem é de causas.

Um abraço

Fernanda Matias

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