Domingo, 26 de Fevereiro de 2012
O poder da bondade

Ouvi hoje o testemunho de uma rapariga que viveu na rua e foi resgatada para a vida pelo Centro de Acolhimento O Ninho da Tornada, nas Caldas da Rainha. Impressionou-me a coragem com que se expôs perante as centenas e centenas de pessoas que todos os domingos vão à missa do Centro Universitário Padre António Vieira (CUPAV), no Colégio São João de Brito, no Lumiar. De uma forma muito simples e natural, sem artificialismos nem lamentos ou defesas, explicou que deixou de ter uma casa quando perdeu a mãe e toda a sua vida desmoronou. Viveu na rua, passou muita fome, teve muito frio e pediu à porta das igrejas até ao dia em que alguém lhe estendeu uma mão, mas não para lhe dar apenas mais uma moeda. Nesse dia foi acolhida n'O Ninho da Tornada, onde lhe deram cama, mesa, roupas e abrigo, mas onde acima de tudo lhe devolveram a dignidade perdida. Todos ouvimos em silêncio este breve testemunho que nos tocou profundamente. A rapariga disse com um sorriso que era com alegria e gratidão que ali vinha falar da Associação O Ninho da Tornada, que recebe as pessoas mais carenciadas de todas, e ainda mulheres e crianças maltratadas ou vítimas de violência doméstica. Por tudo o que ouvimos e também pela maneira como o próprio pe Nuno Tovar de Lemos acolheu esta rapariga e lhe deu tempo e voz no fim da missa do primeiro domingo da Quaresma, eu e muitos como eu gravamos o nome da Instituição e trouxemos para casa o folheto com os contactos e o NIB, para fazermos donativos. Desconhecia a existência d'O Ninho da Tornada, mas é uma causa que merece todo o nosso apoio. Deixo aqui o link e o NIB, para o caso de quererem e poderem ajudar ou contribuir: 0033 0000 4534 7544 6210 5.

publicado por Laurinda Alves às 22:52
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8 comentários:
De helena a 26 de Fevereiro de 2012 às 23:28
olá Laurinda, que bom hoje vir ao seu blog e ter noticias suas. todos os dias procurava novo post . sei que devemos aceitar a necessidade de pausa, mas as suas palavras são tão importantes que ficamos tristes quando elas faltam. coincidência também estive na missa do CUPAV (onde vou todos os domingos) e ouvi as palavras da Cláudia, agradeci a Deus por ter encontrar um caminho, mas todos os dias peço pelas pessoas sem abrigo que conheço em lisboa onde sou voluntária nas equipas de rua na Comunidade Vida e Paz. hoje ainda me sinto mais forte e com mais esperança para conseguir ver assim - como a Cláudia - algumas das pessoas que conheço pelo menos há 2 anos na rua. muito obrigada pela informação e por divulgar esta causa. um beijinho e desejo de boa noite. helena
De Fernanda Matias a 27 de Fevereiro de 2012 às 15:08
Impressionou-me a história contada pela laurinda.
E retive a palavra de que aquela pessoa foi acolhida na Casa Sbrigo. No acolher é que está a dferença que fará a mudança. Se ela apenas desse entrada nessa ou noutra casa abrigo, se calhar saia no dia seguinte ou nesse mesmo dia.
Acolher é perceber o outro, acetá-lo e abrir-lhe portas para a mudança. é gostar da pessoa, não por ser aquela, mas por ser pessoa.
Um dia destes um Jovem entrou e saiu duma Instituição, porque á chegada um funcionário lhe disse que ali se faria um Homem. Ele estranhou o milagre de se fazer Homem, ainda tão menino e . de madrugada, saíu, sem ninguém dar conta. Este menino não foi acolhido, entrou numa Instituição apenas. Esta história foi ele que ma contou ás duas da manhã, quando andava em fuga sem saber para onde podia ou queria ir.

Um abraço

Fernanda Matias
De Marcolino a 27 de Fevereiro de 2012 às 18:06
Querida Laurinda,
O Amor ao Próximo, não se semeia, nem se colhe. Pelo contrário, ele nasce connosco, desde o Ventre Materno, umas vezes desenvolvido, solto, solidário, e amigo de todos quanto nos rodeiam, outras vezes, na grande maioria dos casos, reprimido até à sua castração, quase desde nascença, porque a isso nos obrigaram... Sei que me comprende, porque Amar o Póximo, Familia, Desconhecidos, quiçá Amigos também, será a continuação da Obra de Jesus na Terra...
Beijinho
Marcolino
De Maria João de Ornelas Monteiro a 27 de Fevereiro de 2012 às 21:47
Obrigada pelo testemunho do testemunho. Um testemunho da Luz que procuramos e que, tantas vezes, nem vemos como brilha ao nosso lado.
MJ
De Anónimo a 28 de Fevereiro de 2012 às 13:19
Ainda bem, que nos dias de hoje, ainda há o poder da bondade. Acho que, também, é preciso haver o poder do agradecimento, no mesmo grau, ou ainda, em grau mais elevado. É que é muito raro encontrar-se gente que reconhece o valor de quem pratica Bem...
De Ana Mendes Lopes a 28 de Fevereiro de 2012 às 14:41
Laurinda, espero que não se importe se colocar o link deste texto no meu blogue.
Obrigada e continuação de boas escritas!
Ana.
De Mário Carneiro a 3 de Outubro de 2012 às 11:40
Impressionante o poder de réplica de um exemplo. Este Domingo foi a minha vez de ter sido tocado pela Cláudia no fim da Missa no CSJB. Estou a tratar de levar a Associação deles à televisão para amplificar o mérito e, espero, a generosidade para com o seu trabalho.
De Sandra Isabel a 10 de Agosto de 2013 às 16:49
Boa tarde Laurinda, venho aqui ao seu blog dar a conhecer um caso em Cascais, um rapaz de 20 e poucos anos. Há um ano que a minha mãe o encontra a arrumar carros. De inicio muito arranjado e agora nem tanto pelo facto de viver na rua. Muitas das vezes a minha mãe deu-lhe dinheiro ou algo para comer. Desta vez foi diferente disse-lhe tu não podes continuar assim, isso não é vida....Se eu te arranjasse uma instituição tu ias???? Ele respondeu, se não me baterem e me derem a medicação vou... A minha mãe veio para casa e contactou essa instituição que também um dia esteve na Paroquia de Cascais, onde também lhe deram o mesmo papelinho. Eles mostraram-se interessados no caso e estão dispostos a recebê-lo. Terça feira que vem, a minha mãe vai de novo contacta-los para acertar as agulhas. Entretanto a minha mãe foi ter com ele para lhe contar as novidades. Ele nunca pensou que a minha mãe o procurasse, mas está feliz e até já lhe chama madrinha. :-), queria ir logo nesse mesmo dia par o Ninho da Tornada. Não tem ninguém de família chegada, pediu à minha mãe para não o abandonar quando lá estivesse e mantivesse contacto com ele... Estamos confiantes que esta também seja uma história com um final feliz como a da Cláudia... Obrigada pelo seu testemunho

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