Quarta-feira, 23 de Novembro de 2011
Luz sobre o azul ... e o meu manifesto!

 

Dias destes são muito inspiradores e regeneradores. Re-energizadores, mesmo. Amanhã não faço greve e ainda que respeite profundamente quem adere a esta forma de manifestação, não vejo vantagem nenhuma em paralisar o país no auge da crise. Já aqui disse e repito: há 5 anos que sou freelancer, vivo sem subsídios de férias e de Natal, nunca estive no Fundo de Desemprego (embora já tenha estado vários meses desempregada), quando trabalho ganho e quando não há trabalho não ganho um único cêntimo; passo a vida a recriar-me, a inventar novas ideias ou novos projectos e a tentar que outros acreditem neles e em mim. Olho para estes anos e realizo que trabalho pelo menos 3 vezes mais para ganhar 3 vezes menos e nisto estou em absoluta comunhão com aqueles que sentem na pele a precaridade dos contratos de trabalho e a efemeridade dos projectos. Tal como muitas outras pessoas que conheço, continuo a fazer muitas coisas pro bono, a envolver-me em causas e a fazer voluntariado. Reformulei a minha vida, reorganizei as minhas prioridades e fiz o chamado downsizing. Vendi o carro e não voltei a comprar outro, ando a pé e de transportes públicos e, no geral, contenho todas as minhas despesas. Ou seja, estou entre os milhões de pessoas no mundo que estão a ser chamados a lutar, a trabalhar, a construir e a viver de acordo com critérios mais afinados e solidários. Por tudo isto e não só por isso, amanhã trabalho e dou o meu contributo a este país.

publicado por Laurinda Alves às 13:52
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23 comentários:
De João a 24 de Novembro de 2011 às 19:16
São testemunhos como o da Laurinda que atestam que o nosso bem-estar e realização também dependem da nossa atitude e comportamento perante as dificuldades. Seja na busca de novas oportunidades, sermos criativos, poupados....enfim, tudo aquilo que nos permite reagir.
Lamento que não exista um consenso alargado na nossa sociedade acerca do que devemos fazer para sairmos de uma situação complicada a todos os níveis. Contudo, acredito que também são fases de um processo que levará a uma consciência social mais social-democrata, isto é, o estado pode retribuir na medida das contribuições e da sua economia. Espero que nós, enquanto sociedade, saibamos exigir maior e melhor representatividade ao nível dos órgãos de soberania, maior e melhor justiça civil e fiscal, uma verdadeira solidariedade baseada numa cultura Humanista.
De Marcolino a 25 de Novembro de 2011 às 07:25
Querida Laurinda!
Estou solidário consigo...!
Beijinho
Marcolino

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