Fui visitar o novo
hospital da Luz e percorri demoradamente salas e corredores. José Roquette, director clínico desta maravilha hospitalar e Isabel Galriça Neto, directora adjunta e especialista em Cuidados paliativos, foram os anfitriões. O hospital impressiona do ponto de vista médico, científico, logístico, estético e arquitectónico mas também é uma revelação do ponto de vista hoteleiro, por assim dizer. Se não fosse um hospital diria que é um lugar onde apetece ir para ficar.
Janelas enormes, rasgadas sobre a cidade ou sobre espaços impecavelmente verdes, uma luz incrível em todo o edifício, um jardim interior muito grande e muito zen, salas e quartos pintados de um azul repousante e sossegado, aparelhos ultrasofisticados, macas e camas articuladas e de última geração, enfim tudo naquele hospital é, como agora se diz, “muito à frente”. Dou os meus sinceros parabéns ao Ricardo Salgado pela sua estratégia de valorizar o sector da saúde em Portugal. Bravo!
Hospital da Luz II
Projectar um hospital desta dimensão, com todas as suas especialidades e especificidades, não foi certamente tarefa fácil. Mais difícil ainda foi ter conseguido que uma obra desta envergadura e ambição estivesse de pé e a funcionar em três anos. Neste sentido, não posso deixar de dar os parabéns também a toda comissão executiva da Espírito Santo Saúde e, de forma especial, aos arquitectos envolvidos. Não resisto a citar Manuel Salgado, quando disse que “para nós, o hospital para além de responder aos requisitos técnicos e económicos, tem de ser um espaço “luxuosamente” amplo, mas austero. Tem de ser calmo, quente e acolhedor, onde entre o sol e se veja o céu; tem de ser um local onde se contemple a Natureza, mesmo que fique no meio da cidade. Um local onde ninguém se perca e todos se sintam seguros”. Percebe-se a extensão do desafio e percebe-se a dimensão da conquista.
P.S.: Na quarta feira passada nasceu o primeiro bebé na maternidade do hospital da luz. Chama-se Patrícia.