Quinta-feira, 26 de Maio de 2011
Volte para a fila e espere pela sua vez

 

A Mafalda S, grávida de 8 meses, olha com perplexidade genuína e uma paciência de santa para a fila de pessoas à sua frente nas bilheteiras do cinema no Corte Inglés. Perguntei-lhe porque é que não ia directamente ao balcão, já que as grávidas têm prioridade nas filas, mas ela respondeu que tinha ido e a mandaram voltar para trás. Não quis acreditar. "A sério!" - disse ela. O argumento foi que tinham que ser as pessoas da própria fila (todas, sem excepção, e uma por uma) a dar-lhe a prioridade. "Não é possível!" disse eu. Mas foi. Cansada de estar de pé e pressionada pelos amigos e marido, a Mafalda acabou por fazer uma nova tentativa que, felizmente, resultou. Prevaleceu o bom senso entre os funcionários da bilheteira, portanto. Ainda bem.

 

publicado por Laurinda Alves às 00:15
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15 comentários:
De Rita Pires a 26 de Maio de 2011 às 09:48
Impressionante, de facto, esta falta de civismo. Uma amiga minha que é mãe de uma bebé de 1 mês e meio, quando estava na recta final da gravidez, também me dizia que na maioria das filas onde estava, as pessoas "não ligavam" à barriga dela, neste sentido de estar de pé à espera de ser atendida. Enfim....
De Marcolino a 26 de Maio de 2011 às 10:40
Olá Laurinda!
Acredito plenamente nesta cena da vida real porque já tenho encontrado situações identicas, em determeniados locais públicos, em que quem tem direito se retrai, por má s experiencias anteriores.
Olhe, quando me aproximo de uma paragem de autocarro, daquelas que têm um banco corrido, e ninguém me pergunta se me desejo sentar, então com ar sorridente pergunto: Quem empresta um lugarzinho aqui para o velhadas...???
Remédio santo, em vez de um lugarzinho, fico com o banco por minha conta...
Beijinho
Marcolino
De JL a 26 de Maio de 2011 às 10:47
ó Laurinda, se eu fosse marido da Mafalda nunca ela estaría na bicha, sequer por um segundo. eu próprio compraría os bilhetes, enquanto ela estaría sentada à espera numa dessas cadeiras que por alí abundam. sorry...
De Fernanda Matias a 26 de Maio de 2011 às 11:43
Olá

Eu , se fossse marido da Sra. grávia ou amigo, também faria como JL, . Naõ seria ela mas eu a espar de pé da fila do cinema ou em qualquer outra em que o assunto não fosse mesmo pessoal e intransmissivel. E, eu sou das pessoas que até dou lugar ás grávidas, embora me irrite quando se servem dessa condição por tudo e por nada, nas questões de passar á frente. O que é necessário é bom senso de todos, julgo.

Fernanda Matias
De Moura Aveirense a 27 de Maio de 2011 às 09:09
Concordo com o JL e a Fernanda. Ela não estava sózinha, pelo que podia ir sentar-se e o marido / amigos ficavam na fila para comprar o bilhete.

De Laurinda Alves a 29 de Maio de 2011 às 10:17
JL, o marido tinha ido arrumar o carro e foi justamente quando chegou ali que obrigou a Mafalda a sair da fila. Ou seja, não existiu a situação de um marido passivo, desatento, que deixa a sua mulher numa longa fila de espera!
De JL a 30 de Maio de 2011 às 11:18
Laurinda, se quer saber, tb me estava a parecer que amigos seus não seríam tão desatentos assim. ainda bem... (estranhei o relato)
De Raquel R. a 26 de Maio de 2011 às 10:48
Por lei é mesmo assim. Só existe prioridade para bens de 1ª necessidade: supermercados e serviços. E mesmo assim leva-se com muito olhar de soslaio.
Eu por norma se tenho uma grávida/criança de colo atras de mim digo-lhe sempre que pode passar, mas nem todas as pessoas o fazem!
De Lígia Ramos a 26 de Maio de 2011 às 16:53
A mesma situação aconteceu comigo, também com 8 meses, no Laboratório de análises clinicas Carlos Torres no Porto, onde as grávidas à chegada não têm prioridade e só com a boa vontade de quem está na fila é que pode passar à frente! Inacreditável. Apenas pude deixar de ir a esse Laboratório.
Lígia Ramos - Porto
De Ricardo a 27 de Maio de 2011 às 15:34
Cara Laurinda,

este seu post é revelador de três coisas que dizem muito da atitude da generalidade dos portugueses em relação aos outros:

1 - Falta de educação, desde logo pela condição da Mafalda grávida de 8 meses e senhora de um proeminente barriga, tenha que tentar duas vezes para fazer valer o seu direito de prioridade em relação à restante fila.

2 - A falta de cavalheirismo do seu marido, ao não assumir ele o lugar na fila esperando a esposa sentada para que ele efectua-se a compra dos bilhetes.

3 - A esperteza saloia muito portuguesinha, que é aproveitar-se da condição da esposa para comprar, mais rapidamente, os bilhetes não só para ela, mas também para o marido, amigos e quiçá o periquito, caso o mesmo se encontrasse no "El Corte Inglés".

É isto que gosto no seu blog, em cada post seu podemos sempre nos enriquecer com um ou mais ensinamentos.

Bom fim de semana!
De Laurinda Alves a 29 de Maio de 2011 às 10:19
Ricardo, tal como escrevi numa resposta a um comentário anterior, o marido não estava presente por ter ficado na rua a tentar encontrar lugar para o carro e mal chegou e viu a cena resolveu ele próprio a questão. Muito obrigada pelo seu comentário e pela generosidade das suas palavras.
De Isabel a 31 de Maio de 2011 às 23:25
Boa noite Laurinda!

Já tinha saudades suas. O meu computador pregou-me uma partida e fiquei temporáriamente cerca de duas semanas sem visitar o seu blog. Hoje tenho o serão preenchido lendo os post "todinhos".
Por curiosidade ontem no meu local de trabalho, onde existe atendimento prioritário para grávidas, um utente usou de um vocabulário incorrectíssimo e em alta voz reclamando pelo facto de mulheres grávidas terem prioridade.
Esqueceu que foi uma mulher que o transportou 9 meses na barriga! A Mãe!
Beijinhos.
Isabel
De Helena a 1 de Junho de 2011 às 18:38
Acho péssimo e uma enorme falta de educação e civismo não se dar prioridade a grávidas e a pessoas de idade.
Há, no entanto, qualquer coisa aqui que não bate certo. A Laurinda escreveu: "cansada de estar de pé e pressionada pelos amigos e marido, a Mafalda acabou por fazer uma nova tentativa que, felizmente, resultou." Afinal parece que a grávida tentou novamente passar à frente de todos e lá conseguiu comprar os bilhetes. Não o marido nem os amigos. Ora isto parece-me "chico-espertismo" e assim sendo discordo totalmente!
De Laurinda Alves a 2 de Junho de 2011 às 08:56
Helena, tenho pena que a sua leitura sobre esta situação seja a do chico-espertismo, mas a cada um a sua moral e a sua interpretação. Nada a dizer, portanto. O alerta para situações desta ficou feito e, esse sim, era o meu objectivo. Quanto ao resto, não posso impedir que cada um disseque o quadro e moralize como bem entende. Um abraço.
De Mãe Sisa a 30 de Setembro de 2011 às 13:21
Olá Laurinda,
Já há algum tempo que não vinha a este seu cantinho (hoje estou a pôr algumas leituras em dia).
E este post não posso deixar de comentar!
Eu, como mãe de uma criança deficiente, se estiver nesta situação (estando acompanhada por ele, obviamente) NÃO peço a cada uma das pessoas da fila para nos deixar passar à frente. Dirijo-me à frente da fila, peço "com licença, por favor" e passo.

Além disso, está previsto pelo DL 135/99 de 22 de Abril.

Um abraço

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