Manuela Ferreira Leite falou pouco mas disse muito. Perante duas plateias transbordantes disse duas vezes as mesmas coisas e foi importante que tivesse repetido cá fora o que disse lá dentro.
Numa altura em que se sucedem os episódios de inenarráveis movimentações de candidatos assumidos e potenciais, era fundamental começar pelo princípio: recuperar a credibilidade do PSD. Foi o que Manuela Ferreira Leite fez ontem.
António Vitorino, do PS, foi o primeiro a declarar publicamente que a candidatura de Ferreira Leite foi 'acima de tudo uma afirmação de credibilidade'.
Leonor Beleza, ainda na sede do PSD, sublinhou a rectidão de Manuela Ferreira Leite e foi essa mesma rectidão que levou a candidata a assumir o seu desgosto, a sua preocupação e o seu incómodo 'pela falta de respeito com que começam a tratar-nos'. Era essencial pôr o dedo nesta ferida.
Numa fase em que a novela das candidaturas ameaça estender-se e revelar ainda mais protagonistas (os tais actores falhados que nem sabem as deixas certas nem qual o seu papel neste filme) é importante perceber a diferença de atitudes entre os 'estados-maiores' de cada candidato. Há os que disparam em todas as direcções e há os que até ontem optaram pelo silêncio ou pela contenção verbal e isso é muito revelador. Mas também é vital ouvir algumas vozes mais radicais.
Talvez não apeteça aos militantes do PSD ouvir José Miguel Júdice, ex-militante, dizer que 'o partido não tem solução', nem seja fácil aceitar que António Barreto, sociólogo na área do PS, tem razão quando afirma que 'está farto de ver o PSD fazer mal ao país e à estabilidade política' mas também são vozes incómodas como as deles que ajudam a fazer caminho.
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