Corre a notícia de que fui contactada pelo PSD e estou a ponderar um convite para integrar as suas listas de candidatos a deputados na Assembleia da República. Como não é verdade e nem sequer houve qualquer contacto entre mim e o PSD, não dei importância à coisa e fui desfazendo o boato. Cada dia que passa percebo, no entanto, que este equívoco aumenta e gera outros equívocos e perplexidades. Como sou adepta da verdade, deixo aqui o meu desmentido radical. Não fui contactada, não estou a ponderar nada e não teria outra resposta senão declinar respeitosamente tal desafio/convite no caso de ele ter existido. Felizmente não existiu e assim não se ferem sensibilidades. Espero que este post contribua para esclarecer a confusão mediática.
Como não tenho a certeza de ter o mail correcto, cá vai desta forma:
Cara Dra Laurinda Alves:
Sou ''novamente'' o padre Luís Francisco, de Cantanhede...
Fui incumbido pelo bispo de preparar um fim de semana de festa para as famílias da diocese de Coimbra.
Pensámos também num tempo formativo. Um Fórum, onde se congreguem sensibilidades e saberes. Chama-se - A Família, entre a tradição e a novidade. Com quatro painéis: a educação, a comunicação, a afectividade e a espiritualidade. A ideia é ter duas pessoas por painéis.
Queria convidá-lo para o painel sobre a espiritualidade. O lugar da espiritualidade na educação. 14 de Maio, às 15h, no auditório da paróquia. Teria agenda? Seria um gosto.
Atenciosamente, aguardo, ao dispor...
Luís Francisco
P.S. A cidade tem alguns hábitos culturais. Esteve cá recentemente o Dr. Rui Marques. Caso houvesse algum interesse, pode fazer-se coincidir uma apresentação do seu novo livro com o padre Alberto Brito.
De Antonio a 14 de Abril de 2011 às 11:47
Prezada Laurinda, bom dia!
Um conselho! Não perca tempo com assuntos "menores" como a integração nesta ou naquela lista de Deputados.
Precisamos de si a escrever (gostei muito do seu último livro e da dimensão do seu entrevistado), e a continuar a ser a pessoa bonita que é, por dentro e por fora.
Abraços e faça o favor de ser feliz!
António
De Joana Freudenthal a 14 de Abril de 2011 às 14:02
Querida Laurinda,
Ainda não ouvi o boato, mas já tenho matéria para responder a quem me venha com essa conversa.
Quem nos dera a nós, portugueses, termos governantes como tu: carácter, integridade, valores, princípios, generosidade...
Precisamos de pessoas como tu. Precisamos de ti. Onde tu estiveres.
Mil beijinhos.
Joana
De Adriano Pinheiro a 14 de Abril de 2011 às 15:07
Fico admirado com o conteúdo de alguns e-mails, como se fosse pecado um cidadão chamado Fernando Nobre, fazer uma opção de ter um papel mais activo na politica. Efectivamente precisámos de pessoas nobres na politica. Andámos sempre a criticar as pessoas mais qualificadas de não terem um papel mais activo na politica e entregarem esse papel aos jotinhas, sem experiência nenhuma, políticos carreiristas, sem nenhuma visão de mundo.
Parece que nos estamos a deixai ir na onda do Bloco de Esquerda, pois tivemos logo o seu líder, falso moralista, a fazer pedagogia.
Felicito o Fernando Nobre pela coragem de dar a cara e desejo que haja mais a dar este passo, seja para que partido for. É pena esta mediocridade cultural em que estamos envolvidos, em que quando alguém decide dar um passo é logo Crucificado.
Querida Laurinda,
Força; não se deixe abater com certos dichotes à sua volta...!
Abraço
Marcolino
De Rui Carvalho Rodrigues a 15 de Abril de 2011 às 00:08
Subscrevo na íntegra as três primeiras frases do comentário de Adriano Barreto Ramos, a quem tomo a liberdade de citar:
\"Compreendo que o PSD a quisesse nas listas de candidatos, num lugar de destaque. Também compreenderia se aceitasse. A decisão seria sua e de certeza imbuida no espírio de contribuir, de servir a causa pública.\"
A partir daí, começo a divergir do teor geral dos comentários. E até de si, Laurinda. Claro que compreendo que não aceite. Mas não fico nada mais tranquilo pelo facto de não aceitar. Porque a AR ficaria mais rica com Pessoas da sua qualidade, independentemente da lista pela qual viesse a ser eleita. Por isso, tenho pena de que não venha a ser Deputada. Agora que penso que ficou claro o meu respeito pessoal e intelectual por si, permito-me fechar com uma pequena nota de humor, para lhe dizer que estranhei o radicalismo com que adjectivou o desmentido (adjectivo que costumo ver mais vezes associado a desportos do que a desmentidos). E que contrasta fortemente com a moderação da frase que se lhe segue no SAPOmobile: \"Este Blog tem comentários moderados\"... (Perdoem-me o deslizamento dos significados dos significantes). Para que não restem quaisquer dúvidas, não posso deixar de dizer que nada me liga ao PSD, pelo que este comentário é totalmente isento de qualquer conotação partidária.
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