Terça-feira, 8 de Março de 2011
É sempre fácil ser mulher?

 

Não, não é sempre fácil ser mulher. Apesar da imagem feliz de duas amigas que se encontram na rua e param para contar uma à outra as coisas que lhes apetecem, com liberdade e sem condicionamentos, sabemos que a vida das mulheres em muitos pontos do globo não é nada fácil. Muito pelo contrário, vivem situações de discriminação, exclusão e exploração. E note-se que não falo apenas do mundo islâmico pois à nossa volta, muito próximo de nós, há demasiadas mulheres que sofrem privações e sujeições indizíveis. E é por sabermos que muitas vezes este sofrimento parte do facto de serem (supostamente) o 'sexo fraco', que temos que ter consciência de que não basta celebrar um Dia da Mulher por ano. Esta noite vou à SIC, ao jornal das 9, para ser entrevistada pelo Mário Crespo, também para falar das mulheres e do Dia da Mulher. Todos nunca seremos demais para lutar por um mundo melhor e mais justo.

publicado por Laurinda Alves às 12:34
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22 comentários:
De Maria Teresa a 8 de Março de 2011 às 14:42
Olá Laurinda,
Há anos que a conheço de Santa Isabel. Claro que não sabe quem eu sou , mas mais ou menos tenho seguido o seu percurso de louvar.
Entrei aqui por acaso e senti uma grande satisfação por a ter encontrado nestas andanças.
Já sou uma avó de um Miguel de 6 anos, going on seven, e acho que estes meios de comunicação são uma graça para podermos distrair a mente e o espírito e colaborarmos e contribuirmos sempre que possível para uma sociedade mais justa.
Como diz é pena que continuemos a verificar a desconsideração e a violência com que são tratadas mulheres à frente dos nossos olhos sem que governantes de todo o mundo interfiram para mudar as circunstâncias.
Desejo-lhe um bom dia, as melhoras da sua mãezinha e os votos de que continue sempre como até aqui na sua constante preocupação pelos que a rodeiam. Bem haja!
Um abraço
Teresa
(do blog http://natuereza.blogspot.com)
De vera.m a 8 de Março de 2011 às 22:56
Laurinda,
Vi a sua entrevista ao Mário Crespo sobre o seu livro que está para sair, e ao reparar no movimento das suas mãos, da expressão do corpo, enquanto falava, não pude deixar de pensar no seu curso de comunicação da Leya.O seu à-vontade, a sua tranquilidade, são admiráveis! Eu gostaria de ter um décimo dessa segurança! Pois se estiverem duas pessoas que eu não conheça bem, já não sou capaz de abrir a boca sem ficar vermelha.
É muito boa a energia que transmite. Bem haja!
Espero também, que a saude de sua mãe esteja recuperada.
Abraço para si.
Veram.
De Laurinda Alves a 9 de Março de 2011 às 00:37
Vera, obrigada pelo que diz sobre a entrevista e também pelos votos de melhoras da minha mãe que, felizmente, está melhor. Pode ser que um dia nos cruzemos na rua ou até num dos meus cursos... ;) nunca se sabe! Um abraço
De Laurinda Alves a 9 de Março de 2011 às 00:28
Maria Teresa, muito obrigada pelas suas palavras. Quando me vir em Santa Isabel, diga-me alguma coisa para nos ficarmos a conhecer pessoalmente. Um abraço!
De Cristina Torrão a 8 de Março de 2011 às 19:10
Não é realmente preciso ir ao mundo islâmico, para ver mulheres a sofrerem "sujeições indizíveis". Infelizmente.

Há uns tempos, houve um best-seller intitulado "Queimada viva". Não o li, mas conheço quem o tenha feito e que me contou do que tratava. Que o fez, como todas as outras pessoas, cheia de indignação. Quando lhe disse que, ainda não há muitos anos, no Portugal católico, episódios desse tipo não eram nenhuma raridade, essa pessoa olhou-me como se eu tivesse falado chinês.
De Laurinda Alves a 9 de Março de 2011 às 00:31
Cristina, não li o livro em questão mas todos sabemos que em países católicos, muçulmanos e outros se praticam atrocidades com homens, mulheres e crianças. infelizmente essa é uma realidade nesta escala planetária. A boa notícia é que nos países católicos, muçulmanos e outros também há muita, muita gente muito boa. Um abraço!
De Cristina Torrão a 9 de Março de 2011 às 11:36
Sem dúvida, há gente boa em todo o lado. Eu só quis chamar a atenção para pessoas que se horrorizam com certas coisas, cheias de preconceitos, e esquecem precisamente isso: há gente boa e gente má em todo o lado. Nem todos os muçulmanos são maus, nem todos os cristãos são bons (longe disso). Mas é claro que não estou de acordo com o papel da mulher, em geral, no mundo muçulmano.
De Marta M a 8 de Março de 2011 às 20:12
Não é não, amiga.
Igualmente não é fácil ser filha e ter a nossa mãe fragilizada...
Espero que tudo lhe corra pelo melhor - às duas.
Hoje estarei sentada a ouvi-la, sem falta.
Abraço solidário neste dia.
Marta M
De Laurinda Alves a 9 de Março de 2011 às 00:32
Marta M, há muito tempo que não falamos aqui :) Quero mandar um beijinho e as melhoras da sua mãe. Obrigada pelo apoio e pela proximidade. Um abraço, também.
De Georgina Matos a 8 de Março de 2011 às 21:20
Acabei de te ver e ouvir... gostei tanto!

Beijinhos.
De Laurinda Alves a 9 de Março de 2011 às 00:32
Muito querida, Georgina. Obrigada. Um beijinho e um abraço ao teu pai. como está ele?
De Georgina Matos a 9 de Março de 2011 às 01:05
Laurinda,

Esqueci-me de te dizer que vou adoptar a tua frase: 'a compreensão é a única força de mudança...'

O meu Pai está bem... sempre com muita força e fé! Obrigada.

Afinal, que susto foi esse com a tua Mãe?! Já está em casa e a recuperar bem?

Beijos para todos.
De Cristina Duarte a 8 de Março de 2011 às 22:01
Olá Laurinda Alves,

Há muito tempo atrás tivemos oportunidade de trocar umas breves palavras.( Estavamos em 1990 eu era uma miúda), a Laurinda muito profissional e simpática, só tenho motivos para dizer que é admirável o trabalho que desde há duas décadas eu tenho sempre acompanhado.
Acompanhei sempre a ótima revista "XIS". Mas deixei de comprar o Público ao fimdesemana quando acabaram com os deliciosos artigos que a Laurinda realizava e me faziam refetir sobre uma diversidade de assuntos, muitas vezes esquecidos por todos nós.

É com uma enorme satisfação que leio os seus livros, repletos de emoção, poesia, cor e vida.

Acabei de ver a excelente entrevista com o Mário Crespo. Mais uma vez, identifico-me com a sua postura perante o mundo, a vontade de fazer mais e melhor e caminhando sempre no sentido da cidadania. E esperança.

Eu, como mulher, mãe de uma criança de apenas 4 anos, gerir o meu emprego e família não é fácil, acrescido a outras atividades como o voluntariado, dou-lhe os meus parabéns porque considero-a um exemplo de Mulher a seguir e recomendo vivamente que leiam o seu último livro (sai este mês) que deverá ser uma excelente reflexão para as pessoas que vivem atualmente com tanta falta de esperança.

Continuação do excelente trabalho que tem desenvolvido ao longo deste tempo!
Parabéns pela pessoa que é e pelo "bom sentido de vida" que nos tem transmitido!

Um Abraço,
Cristina Duarte
De Laurinda Alves a 9 de Março de 2011 às 00:33
Cristina, muito obrigada por tanta generosidade e amizade, espero estar à altura e gostava de merecer. A sério! Um abraço enorme
De João Nuno a 9 de Março de 2011 às 01:21
Querida Laurinda,
assisti com atenção à entrevista e...dei por mim a pensar que a Laurinda já usou algumas daquelas palavras e expressões nas nossas três aulas. Fiquei todo contente por sentir que já tinha sentido aquilo (e aqui vai o "não sei se me faço entender!!:)).
Também me ri quando o Mário Crespo disse, no final e face à troca de nomes, "Alberto também é um excelente nome".
Obrigado.
Beijinhos e até 3ªf
De Marcolino a 9 de Março de 2011 às 06:49
Querida Laurinda,
Nem sempre será fácil ser Mulher porque, para o ser, em primeiro lugar é preciso sê-la, e em segundo e último lugar é urgente que se saiba dar ao respeito, jamais à peregrina submissão ancestral!
Abraço
Marcolino
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 9 de Março de 2011 às 10:09
Gostei muito de a ver/ouvir na SIC, com o Mário Crespo.
Mais uma vez esteve óptima.
Além do bem falar, uma das coisas que mais aprecio na Laurinda é a ponderação, educação, sensação de bem estar e tranquilidade que transmite. Demonstra uma fortíssima lucidez e equilíbrio mentais.
Exemplar.

Espero que a Mãe esteja melhor.
Abraço
De Maria Suzana Ferreira a 9 de Março de 2011 às 10:14
Laurinda, passei por aqui e desejo-lhe uma boa 4ª feira de cinzas e as melhoras rápidas da mãe.
Jejum, esmola e oração, tão bom este programa para a vida.
Feliz Quaresma!
Beijinho
Maria Suzana Ferreira
De Blondewithaphd a 9 de Março de 2011 às 11:34
Mulher, PhD, entre duas nacionalidades, muito loura, há 3 anos na justiça pela justiça do divórcio -- nada, nada fácil.

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