Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011
Serão com Tolentino de Mendonça

 

Graças ao sentido estético do pe José Manuel Pereira de Almeida, os serões de conversa em Sta Isabel nunca são em auditórios nem salas frias ou desabrigadas, muito pelo contrário. Tudo se passa num ambiente aconchegado, com mesas à volta da mesa principal e luzes indirectas. Esta noite o pe Tolentino de Mendonça teve casa cheia.

 

 

Tolentino começou por citar Christophe Theobald, quando este disse que "o cristianismo precisa urgentemente de recuperar a categoria de estilo" e explicou que o estilo cristão não é nem pode ser um "parque jurássico doutrinal", desfasado da realidade e da experiência de cada um. O estilo místico tem que ser o amor, a relação, o encontro, a conversa e a abertura ao outro. "A fé não é uma caixa bem arrumada, um livro bem escrito, uma camisa que se compra feita ou um património cultural que faço meu. A fé é acreditar, é uma descoberta permanente, uma conversa sem fim, um diálogo cheio de dúvidas. O essencial é o espanto, o encontro e a capacidade de ver. A fé não pode ser normativa, não é uma lei, isso é um equívoco e gera mal-entendidos." Ainda bem que existem padres como Tolentino de Mendonça.

publicado por Laurinda Alves às 01:08
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21 comentários:
De Laurinda Alves a 7 de Janeiro de 2011 às 11:18
Benedita, sinceramente não consigo perceber onde quer chegar ou quem quer atingir, mas se for o padre Tolentino através da minha síntese, peço-lhe que me julgue a mim e não a ele pois aquilo que fiz foi resumir (assumindo também o risco de no resumo poder descontextualizar demais, note) de forma muito abreviada aquilo que foi dito com muito mais sabedoria, profundidade e explicações. Ou seja a minha síntese e o meu entendimento têm sempre a margem de erro de quem ouve e interpreta, coisa que pode nem sempre coincidir com quem fala e expõe. Um abraço.
De Manuela a 7 de Janeiro de 2011 às 11:30
Tenho pena que estes "momentos" aconteçam quase sempre só em Lisboa ou nos grandes centros. Venho ao seu blog frequentemente e fico cheia de inveja (no bom sentido, claro) de não ter hipótese de participar. Desvantagens do interior alentejano, que tem outras vantagens! Tudo o que tenho ouvido e lido do e sobre o P. Tolentino Mendonça me agrada! Concordo com a Laurinda: devíamos ter mais padres assim!
De Fernanda Matias a 7 de Janeiro de 2011 às 11:52
Querida Laurinda

Mesmo não conseguindo resumir ( não pode ) o que se passou no serão com Talentino de Mendonça, deixou-me com "inveja " de não ter estado lá, porque resido a muitos Km de distância. Só por isso.
Pois necessitava mesmo estar lá e partilhar tanta coisa!!!

Um grande abraço

Fernanda Matias
De Maria da Paz Ramos a 7 de Janeiro de 2011 às 12:44
Bom dia!
A jornalista Laurinda Alves transcreve textualmente, senão lá perto, a primeira parte do discurso do P Tolentino.
O filósofo Emmanuel Levinas considerado a maior referência em Ética da segunda metade do século XX, que considera a Ética como anterior à Filosofia, a Filosofia primeira, resume numa afirmação: ´A Ética não é normativa, programática. A Ética é a experiência do outro.`
De Marcolino a 7 de Janeiro de 2011 às 20:17
Querida Laurinda,
Ao tentar saber a quem pertecia o link deste comentário fui surpreendido com mais um triste exemplo de que certos Anónimos são todos aqueles que tentam provar a todos nós que não existem, cerceando-se dos reais valores inerentes â sua própria existência, escondendo-se por detrás de pseudónimos, autênticos guetos, de quem tem medo de se assumir! Contudo, a sua táctica, fa-los esquecer que deixam sempre um ténue rastro através dos seus IP's.
Nos dois blogues que me pertencem, de vez em quando, também aparecem certas similitudes, cuja gestão me obriga a não publicar...
Abraço
Marcolino
De Joana Freudenthal a 9 de Janeiro de 2011 às 00:27
Olá Marcolino,
São uns infelizes, não é? :)
Um feliz ano novo para si.
Abraço.
Joana
De Marcolino a 9 de Janeiro de 2011 às 02:49
Olá Joana!
Na realidade são uns infelizes que também merecem o meu respeito.
Também lhe desejo um feliz ano novo para si.
Abraço
Marcolino
De Joana Freudenthal a 9 de Janeiro de 2011 às 00:37
Querida Laurinda,
Se houver «erro» no teu ouvir e interpretar, cabe apenas ao autor da conferência tirar essa conclusão e, eventualmente, corrigir-te. Neste caso, seria o Padre Tolentino. Ninguém mais, ainda que tivesse assistido ao teu lado, teria autoridade de qualquer espécie, moral ou intelectual, para o fazer.
És linda por dentro!
Aproveito para lembrar um recado de Sto. Agostinho:
«Se calas, cala por amor.
Se falas, fala por amor.
Se corriges, corrige com amor.
Se perdoas, perdoa com amor.
...Põe no fundo do coração a raiz do amor.
Dessa raiz, não pode crescer senão o bem»

Abraço quentinho.
Joana

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