Apanho muitas vezes o 28 nesta paragem e desço de eléctrico da Estrela para o Chiado. Adoro andar de eléctrico pela cidade e se não fosse a ameaça dos pickpockets sempre no ar, era uma alegria. Já assisti a grandes dramas provocados por roubos em eléctricos e já aprendi a proteger as minhas coisas, mas era muito mais simpático não existir esta realidade, claro. Ontem apanhei um eléctrico para subir para a Basílica da Estrela já em cima da hora e quando estava lá dentro percebi que nem tinha o passe nem moedas suficientes para pagar a viagem (tenho a mania de andar sem carteira e se mudo de casaco à pressa, como ontem, posso esquecer-me dos cartões e do dinheiro). Expliquei ao condutor e pedi-lhe para me deixar sair. Ele foi espectacular porque fingiu que não percebeu e subiu toda a Calçada da Estrela, até me deixar na paragem de cima, já depois da subida. Fiquei-lhe eternamente grata por dois motivos: primeiro, porque não queria chegar atrasada a uma missa muito importante para mim e para os meus amigos em sofrimento pela perda dos pais; segundo, porque me soube bem não ter que correr por uma rua íngreme acima, já com o frio gelado da noite. Ainda bem que há pessoas queridas, capazes de gestos generosos e com poder para intuir que há situações em que precisamos mesmo que nos compreendam e ajudem. Se alguém souber quem era o condutor do 28 que estava de serviço ontem pelas 20:10, agradeça-lhe por mim. Obrigada.
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