Sexta-feira, 10 de Dezembro de 2010
O Outono da vida, esta tarde na Gulbenkian

 

Hoje debatem-se na Fundação Calouste Gulbenkian políticas e medidas de integração na sociedade de pessoas com Alzheimer. Vou participar no fórum da tarde, a partir das 14.30, e como a entrada é livre a a questão interessa a muitas famílias, deixo aqui o convite para quem quiser e puder assistir. Todo o dia é dedicado à exposição e discussão de questões delicadas como o envelhecimento e a doença de Alzheimer. Importa saber como podemos melhorar a qualidade de vida dos doentes e dar mais apoio às suas famílias, bem como cuidar dos cuidadores. Trata-se de um tema muito actual que interpela profundamente, pelos contornos de uma doença erosiva que toca aspectos particularmente sensíveis.

 

publicado por Laurinda Alves às 10:19
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3 comentários:
De pipocateresa a 10 de Dezembro de 2010 às 13:58
Esta é uma questão que me toca particularmente. Pena ser em Lisboa. Durante o meu curso (Psicologia) fiz um trabalho sobre o tema. Foi há 10 anos, a doença tinha sido diagnosticada há pouco mais de um ano à minha avó. Foram anos até se chegar ao diagnóstico, simplesmente porque para além do Alzeimer, existia o Parkinson. Neste momento, a realidade é dura e restringe a vivência a uma cama e a quatro paredes. E está lá sempre o meu avô que lhe devota um daqueles grandes amores. E está triste "porque ela gosta de nós, eu sei, mas não se lembra". E já não fala há alguns meses, mas às vezes sonha durante a noite e aí por vezes diz algumas coisas inteligíveis.
De Alexandra Silva a 10 de Dezembro de 2010 às 18:00
Oh, que pena não ter sabido antes! Hoje estou de férias e tinha tido disponibilidade para assistir. Enfim...fico com pena, pois é um dos assuntos com o qual me preocupo.
Espero que tenha sido um fórum produtivo.
De inês a 10 de Dezembro de 2010 às 19:38
Cuidar dos cuidadores - eis o verdadeiro desafio. Para quem adoece sem ter a noção do que lhe acontece a realidade pode ser muito menos dura do que aqueles que vêm alguém querido perder capacidades. Essa é a violência maior: ver aquela pessoa que amamos desaparecer por dentro de sei própria, diluir-se, perder-se...e no entanto continuar fisicamente ali. Uma dor que corta o coração.

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