Domingo, 5 de Dezembro de 2010
De Lisboa para a Coreia do Sul, com amor

 

Esta fotografia de 'família' foi tirada depois de uma longa conversa sobre o padre Cruz, que ficou gravada em vídeo para a posteridade. Maria da Madre de Deus, sentada à nossa frente, é sobrinha-neta de um dos portugueses mais amados e venerados de sempre. Todos os devotos do santo padre Cruz sabem que foi um homem extraordinário e uma figura iluminada e iluminante. Maria da Madre de Deus era sua afilhada e, por isso, teve com ele uma relação privilegiada, de grande proximidade familiar. Diz que não se lembra de si mesma sem se lembrar do tio-padre e conta episódios alegres e tristes, divertidos e exóticos, épicos e banais, mas todos eles eloquentes da bondade de um homem que continua a ser uma inspiração e um exemplo para milhares de pessoas que rezam com ele e lhe confiam as suas intenções mais sagradas, pedindo a sua incansável intercessão. Conhecer a sobrinha-neta do padre Cruz e passar com ela uma tarde à conversa no duplo papel de entrevistadora e visita, é um privilégio que agradeço ao Francisco Noronha de Andrade, ao Duarte Miranda Mendes e à Conceição, filha de Maria da Madre de Deus. Um dia conto com mais pormenor porque é que estamos a fazer estas entrevistas gravadas em vídeo. Para já deixo aqui este post com um abraço especial de Lisboa até à Coreia do Sul.

publicado por Laurinda Alves às 00:00
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De Isabel a 6 de Dezembro de 2010 às 23:00
Boa noite Laurinda,
Envio a seguir a cantata do Padre Cruz, escrita em 1997, por uma sra. de Alcochete, chamada Maria José Branco da Assunção, que conheceu o Padre Cruz. Não lhe sei dar mais pormenores sobre esta sra.
Como a cantata é muito grande, não a publique no seu blog, é só para seu conhecimento. Abraço. Isabel

Padre Cruz – Cantata

Peregrino benfeitor,
Caminhando dava Amor,
A todo o pobrezinho.
Tudo nele era bondade,
Símbolo da caridade,
De esperança e de Amor.
Ao visitar Hospitais,
Os sofrimentos e os ais,
Ficavam em seus ouvidos,
Em silêncio mergulhava,
E à Virgem ele rezava,
Pelos doentes sofridos.
Nas celas, na solidão,
Sentia em seu coração,
O sofrimento fechado,
Seus conselhos repetia,
P´los presos a Deus pedia,
O perdão tão desejado.
Padre Cruz, o peregrino,
Pois foi este o seu destino,
Dado por Deus com fervor.
Assim na Terra viveu,
E a todos nós ele deu,
Sua bênção, seu Amor.
Em todo o seu caminho,
No mais pequeno cantinho,
Encontrava desalento,
Nas confissões que fazia,
Convertia em alegria,
O mais forte sofrimento.
De Santo António dizia,
Ser o pão que repartia,
A sua grande devoção,
Cheio de fé e de Amor,
Graças dava ao Senhor,
Pelo pobrezinho irmão.
Entre crianças sorria,
Abençoando-as dizia:
Deus te guarde meu Amor,
No seu sorrir e olhar,
Parecia despertar,
O seu poder e louvor.
Ao beijar a sua mão,
O pequeno coração,
Feliz sorria contente,
Ao sentir-se abençoado,
E por ele acarinhado,
Pela sua mão, ternamente.
Alcochete sua terra,
Toda a ternura ela encerra,
Pelo servo de Jesus,
Recordação que perdura,
A tão saudosa figura,
Do seu filho Padre Cruz.
De Carlos Silva a 25 de Julho de 2011 às 14:41
Cara Laurinda
Já que foi invocado o tema da "Cantata Padre Cruz" junto alguns dados históricos:
Tive a honra e o prazer de criar a partitura da Cantata. A pedido do Reverendo Padre Carlos Russo compus esta Cantata para assinalar os 50 anos do falecimento do Santo Padre Cruz.
A D. Maria José Branco da Assunção, ainda hoje viva, tinha escrito um poema (publicado em livro e apresentado pela Isabel) exaltando as qualidades do Padre Cruz e foi com base nele que compus a obra. O Grupo Coral Ars Musica” disponibilizou-se para ensaiar e cantar a Cantata a pedido do Rev . Padre Carlos Russo, sob a minha direcção.
Foi cantada a primeira vez em 1997.06.23 ao que se seguiram mais quatro vezes em anos seguintes integrada no concerto das festas de S. João, sempre na Igreja paroquial de S. João Baptista de Alcochete com a presença de cerca de 500-600 pessoas.
Assistiram à primeira realização os familiares do Santos Padre Cruz e Membros da Junta de Freguesia; numa das vezes em que foi cantada esteve presente o Sr. Bispo de Setúbal D. Gilberto Reis.
A informação foi também divulgada na altura pelo Rev . Padre Carlos Russo ao Jornal do Montijo.
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