Pó e Leite Azedo, eis o título de um livro de poemas que a Chiado Editora acaba de publicar. Matilde Velho Cabral, a autora, tem 17 anos e é filha de uma das minhas primas direitas. Fui ao lançamento do livro, que me comove de uma forma particular por ser de alguém muito próximo e familiar. Mais uma vez não tenho distância crítica para falar de um livro que não me surpreende nada, pois a Matilde é uma leitora compulsiva desde a infância e lembro-me de lhe ralharam às horas das refeições e a obrigarem a deixar os livros para ir para a a mesa. Por ela, esquecia-se de comer.
A Chiado Editora aposta em autores portugueses e nos 'novos, novos' e acho admirável que o faça, já que todos os grandes escritores precisaram de alguém que acreditasse neles quando ainda não eram conhecidos nem eles próprios estavam assim tão seguros dos seus talentos.
A sala da Biblioteca Municipal de Cascais encheu-se de amigos e familiares da Matilde, que deu dezenas de autógrafos estreando-se nesta 'arte' da proximidade entre quem escreve e quem lê. Gostei muito de a ouvir falar sobre a sua escrita, sobre a sua demanda interior para escrever poesia e sobre a importância que tem para ela esta forma de expressão. Falou pouco mas disse tudo. Nunca perdeu o sorriso que, nela é marcante e contagiante. E muito bonito. Já li todos os poemas, claro, mas agora é o tempo em que os vou lendo e relendo demoradamente.
"Tudo passa, tudo muda
É riso é alegria,
Pranto e tristeza,
De que vivo eu,
Senão da melancólica incerteza."
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