
Chama-se Bertrand e conheci-o no Metro de Bruxelas. Perguntei-lhe se podia fazer uma fotografia, ele riu e disse que sim, que já está habituado. Entre duas estações conversámos um bocado e contou-me que demora todos os dias 20' a pôr os cabelos em pé. Literalmente falando, como é evidente. Para entrar e sair do Metro tem que baixar a cabeça porque os picos do cabelo são muito altos e quando acorda a crista está sempre meio desfeita. Era simpático e descontraído. Depois da conversa e da fotografia despedimo-nos, saímos na mesma estação, mas cada um foi para seu lado e voltou à sua vida.

Só mais uma coisa: no Metro de Bruxelas podem andar cães e animais de todos os tamanhos e feitios porque os belgas são muito pet friendly. Os cães entram nas lojas, nos restaurantes e em todo o lado. Confesso que acho um exagero, até porque há quem se assuste facilmente com cães e quem não goste de ter um gato que não é seu aos pés enquanto almoça ou janta num restaurante. Enfim, as vidas dos outros...
De
João Nuno a 18 de Outubro de 2010 às 02:54
Passo, querida Laurinda, para lhe deixar um beijinho de tom carmim, com a suavidade dos dias. Como se de uma paz permanente se tratasse.
Obrigado por nos ajudar, todos os dias, a trilhar caminho. Mesmo quando os dias se tornam menores.
Um abraço de luz,
João Nuno
http://joaonunomb.spaceblog.com.br
Magnifica foto amiga Laurinda. Gostei muito desse penteado!! Fartei-me de rir quando vi a foto!! Mil beijinhos amiga!! Tem um excelente dia!!
De micaelavieira a 18 de Outubro de 2010 às 09:35
Exagero? é do maior civismo, tratar bem os n/ animais, deveria ser assim em todo lado, mas claro em Portugal, os portuguesinhos não reconhecem os animais como seres iguais a nós, com direitos de estar ao n/ lado, É claro que não é obrigatório, todos gostarmos do mesmo, mas os animais devem ser tratados com o maior respeito. A minha opinião é que eles são melhores que nós, falo com conhecimento de causa. abraço
De Fernanda Matias a 18 de Outubro de 2010 às 11:04
Querida Laurinda
Muito giro e diferente o penteado do Jovem que encontrou no Metro e teve a sorte de ele ser simpático e dialogar consigo. Em Portugal nem sempre é assim, pois parece que desconfiamos uns dos outros, quando alguém se abeira de nós, embora não seja sempre assim, claro.
Numa viagem para o Algarve, encontrei numa mesa de uma estação de serviço, um escritor português que admiro e de quem me abeirei para lhe expressar o quanto o lia e admiráva a sua escrita. A pessoa em questão, quase não olhou para mim e lá me agradeçeu tal como se diz a alguem, não me chateie.
Fiquei triste, pois se o escritor em questão estivesse a dar uma entrevista para uma qualquer publicação, seria, certamente muito simpático e agradecer-lhes-ia, com muita gratidão, o facto de reconherem o seu trabalho, mesmo que não o leiam.
São as vidas de cada um de nós.
Um abraço
Fernanda Matias
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 19 de Outubro de 2010 às 11:53
Concordo em absoluto com o comentário de micaelavieira.
De
Lucia a 18 de Outubro de 2010 às 11:33
a vida dos outros: http://www.youtube.com/watch?v=l_fNv8k5ZnA
fez-me lembrar esta música! As vidas dos outros, não são tão simples como a música diz! Mas é uma música animada!
Espero que goste
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 19 de Outubro de 2010 às 11:54
Logo que li o título deste post, também me lembrei imediatamente desta canção que tem passado tanto nas rádios portuguesas.
De
Marcolino a 18 de Outubro de 2010 às 12:00
Querida Laurinda,
Dois belos temas: Pessoas e animais...!
O jovem da fotografia tem um ar simpático e sorridente, onde se vislumbra retidão! Quanto à forma de pentear o cabelo, tenho acrescentar que até lhe fica bem!
Falemos do Pastor Alemão, da fotografia, confesso que se entrasse num qualquer transporte publico e tivesse que estar em contacto directo com um cão deste porte, sem o conhecer, e sem açaime, resolveria apanhar outra carruagem, quiçá ir de taxi ou mesmo a pé...!
Desde que me conheço que sempre tive cães quer de quintal, quer dos mais pequenitos que gostam do nosso aconchego dentro de casa.
Meus filhos tiveram a sorte de crescer com um cão que apanharam na rua, ainda bebé. Era de porte pequeno, mas era demasiado cioso dos donos, por isso levavamo-lo sempre pela trela e com açaime colocado.
Para se evitarem dissabores por causa das reacções dos nossos cães, sempre fiz um seguro apropriado de danos a pessoas e bens de terceiros, da mesma forma que meus filhos também tinham seguro contra terceiros, até eterminada idade, por causa dos pequenos descuidos movidos pela sua curiosidade.
Meus avós paternos tiveram um Pastor Alemão, o Nero, que ía as compras. Foi treianado para tal, pelo meu avô. Tinha dois cestos, um para ir ao talho, e outro para ir ao pão. Era só entregar-lhe um dos cestos, com o respectivo bilhete, que este companheirão ía e regressava das compras num ápice sem se enganar no fornecedor...!
Conversavamos muito os dois; eu palrando tranquilamente, e ele respondendo com uma espécie de vagidos.
Cresci e o Nero envelheceu, adoeceu e finou-se!
Para o seu lugar veio um bebé, Pastor Alemão, o Pimpão, que, além de extremamente dedicado, era mesmo um vaidosão!
Como pode ver, adoro e respeito os animais, mas tenho que entender que há limites para tudo.
Quanto às pessoas que se mostram com adornos e penteados diferentes dos meus, desde que nos respeitemos educadamente, humanamente aceito-as, e se for caso disso, também poderei conviver, desde que existam motivos para tal.
Boa semana!
Marcolino
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 19 de Outubro de 2010 às 11:56
O perigo não está nos animais mas nas pessoas...
De micaelavieíra a 19 de Outubro de 2010 às 12:48
nem mais........
Concordo com a micaelavieira, quando ela diz que respeitar os animais é um sinal de civismo. Também aqui na Alemanha os cães podem andar nos autocarros, no metro, nos comboios, podem entrar em restaurantes, lojas (excepto lojas que vendem produtos alimentares, como padarias, talhos e supermercados), etc. Dá-me muito jeito porque eu tenho uma cadela ;)
Por acaso, nunca vi aqui ninguém com um gato nessas andanças. Pela sua natureza, os gatos podem ficar bastante tempo sozinhos, ao contrário dos cães, que são animais muito sociais e para quem estar sozinho é uma verdadeira tortura (conforme o tempo, claro). Mas, umas horas que sejam, deixa-os tristes.
Ah, é verdade: aqui, também já há muita gente autorizada a levar o seu cão para o local de trabalho. Uma ternura, não acham? Uma conhecida minha, que é arquitecta, tem sempre a sua cadela "labrador retriever" a seu lado, na firma, enquanto desenha. Até já "curou" um seu colega de trabalho, que tinha medo de cães, mas que se habituou de tal maneira à Maxi, que fica agora muito mais descontraído na presença desses animais.
Digam lá que não é bonito!!! 
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 19 de Outubro de 2010 às 11:58
É uma delícia!
Adorei este comentário e concordo com tudo o que foi dito.
Certamente o mundo seria muito melhor e mais bonito se houvesse mais respeito pelos animais e estes fossem tratados condignamente.
De inês a 18 de Outubro de 2010 às 16:20
Pois eu também concordo com a possibilidade de se transportarem os animais de estimação nos transportes públicos. Um cão ou um gato fazem parte integrante de uma família, partilham o espaço, os momentos, a vida. Muitas vezes são a companhia que salva da solidão. Devem ser tratados com carinho, ser protegidos e considerados com o respeito que merecem as vidas dos que nos são queridos. Porque eles são-nos muito queridos de verdade, pertencem ao núcleo dos nossos afectos e às nossas memórias mais ternurentas.
:)
De Joana Freudenthal a 18 de Outubro de 2010 às 19:43
«os animais como seres iguais a nós»???
Já agora comiam à mesa e do prato nos restaurantes.
E se me apetecer levar uma cobra, um morcego ou um sapo a saltar de prato em prato?
«Respeitavam-se» os animais para deixar de se respeitar as pessoas.
Também acho um exagero, Laurinda.
Abraço.
Joana
De micaela vieira a 19 de Outubro de 2010 às 12:46
claro, visto da sua perspectiva, é mesmo exagero,
ninguem esta a falar de cobras ou sapos, até porque seria uma forma bastante eficaz de conseguir as mesas todas de um restaurante em dia de movimento...mas falamos dos n/ amorosos e simpaticos e até educados (mais do que aquelas crianças que ficam sempre atras de nós nos restaurantes, que gritam, e esfolam a paciencia até dos pais, que têm toda a culpa de não saber educar os meninos...)Assim prefiro os bichos em locais publicos a certas crianças mal criadas.... abraço
De Joana Freudenthal a 19 de Outubro de 2010 às 14:20
É tudo relativo, Micaela.
1- Eu tenho um amigo que tem toda a espécie de animais de estimação, incluindo cobras grandes. Sim, com 6 filhos, mesmo bebés. É completamente apaixonado por cobras. Vá-lhe lá dizer a ele que a cobra dele é menos «amorosa e educada» que cães (também tem) ou gatos.
2- O meu filho Manel é gravemente alérgico a gatos. Acho que meia palavra basta...
3- Quanto às crianças aos gritos nos restaurantes sem ser McDonalds e afins, apetece-me bater nos pais. :)
Abraço
De inês a 20 de Outubro de 2010 às 18:39
Nós quer dizer humanos? Ou nós seres vivos, animais (sem dúvida!), por vezes pouco razoáveis e mesmo irracionais, violentos, agressivos, invejosos, rancorosos, ambiciosos, cruéis, arrogantes, etc...
Animais iguais a nós, não, animais tal como nós!!
Completamente!!
De Fernanda Matias a 19 de Outubro de 2010 às 11:57
Querida laurinda
Como reagimos diferentemente aos mesmos estimulos. Ao seu post do encontro no metro, eu nem pensei na parte dos animais. apenas reflecti e patilhei os encontros imprevistos. É engraçada e fascinante a natureza humana.
Um abraço
Fernanda Matias
PS. Já agora acrescento que não gostaria de comer com qualquer animal á mesa.
Os cães que se levam para o restaurante, na trela, não costumam sentar-se "à mesa". Esperam pacientemente deitados por baixo desta, ou ao lado da cadeira do dono. Quando esta visão se torna habitual, já não se estranha, mesmo para as pessoas que não estão habituadas a conviver com animais.
Claro que é lícito exigir que se saibam comportar, os donos devem ser responsabilizados nesse aspecto. O respeito mútuo é possível!
De Carlos Manuel Lopes da Silva a 19 de Outubro de 2010 às 12:04
“A grandeza de uma nação e o seu progresso moral podem ser avaliados pela forma como trata os seus animais”
Mahatma Gandhi
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