Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010
Começou o debate sobre Cuidados Paliativos na AR

 

Por iniciativa conjunta do CDS-PP e do BE, começou ontem na Assembleia da República um importante debate sobre a necessidade de criar uma rede de Cuidados Paliativos no país. Fiz voluntariado de cabeceira numa Unidade de Cuidados Paliativos durante quase dois anos seguidos. Suspendi este voluntariado em 2009 por ter feito um ano de campanha on the road pelo MEP, e em 2010 por ter passado mais de meio ano fora de Portugal a entrevistar portugueses com talento para a minha série de programas. Espero em breve poder retomar este voluntariado semanal, mas enquanto isso não é possível vou estando próxima das pessoas que trabalham nesta área. Na primeira semana de Outubro é lançado um livro sobre Cuidados Paliativos, no qual também participei, que tem como objectivo despertar a consciência para a urgência de uma rede nacional de CP. Para já, espera-se que esta discussão entre políticos e legisladores sirva para instituir mais e melhores cuidados de saúde para doentes terminais, crónicos e incuráveis. É importante perceber que estes cuidados são essenciais na doença, seja ela breve, prolongada ou terminal. Algumas pessoas ainda pensam que os Cuidados Paliativos se destinam apenas a velhos e moribundos, mas não é verdade. É uma forma de medicina avançada, que envolve inúmeras especialidades e especialistas e minimiza o sofrimento físico e emocional dos doentes e suas famílias. Podem e devem ser aplicados a bebés, crianças, jovens, adultos e pessoas mais velhas, portanto. Já disse muitas vezes, mas não me canso de repetir, que se algum dia estiver doente e/ou internada, quero ter direito a Cuidados Paliativos prestados por cuidadores formados e especializados. Sei por experiência própria, à cabeceira de dezenas de doentes que esta é uma medicina humanizada e humanizante, e conheço os seus efeitos terapêuticos. Em Cuidados Paliativos não há doentes 'agarrados às máquinas' nem em sofrimentos físicos indizíveis. Muito pelo contrário, atenuam-se as dores e o sofrimento, e estimula-se toda a autonomia possível.

publicado por Laurinda Alves às 11:03
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