
A propósito de livros e de sugestões de leituras, achei graça aos que me pedem para fazer uma lista. Vivo entre pilhas de livros e vou tentar enunciar alguns dos que mais me marcaram ao longo da vida, sem ter a pretensão de elaborar uma lista exaustiva ou by the book do ponto de vista intelectual. Sou muito eclética e leio de tudo menos ficção científica, policiais e livros 'tipo' Paulo Coelho ou afins. Esta semana espero ter tempo para me dedicar a essa lista, mas queria pedir sugestões a todos, para fazermos juntos a nossa pilha de livros aqui do blog. Boa?!
De micaela vieira a 2 de Setembro de 2010 às 12:54
de facto , ler, é muito subjectivo, é como gostarmos de uma determinada cor, seja nuns sapatos ou numa mala.mas a expressão " tipo paulo coelho" é gira, pessoalmente tb não gosto, romances que fazem as pedras da calçada chorar. mas que há gostos para tudo....há.
tb há um escritor que recomendo para quem tem insónias e sofre de confusão mental ou outra coisa que acabe em al.. José Rodrigues dos Santos. Nomeadamente CODEX. aqui fica a sugestão
De Cláudia a 2 de Setembro de 2010 às 13:04
Para ajudar na lista, um dos meus livros de sempre "O Amante da China do Norte" de Marguerite Duras. O que mais me impressionou até hoje, e lido na adolescência " Doidinho" de José Lins do Rego (não sabia o autor, mas a net diz tudo). E há mais, muitos mais, tal como todos os livros de Mia Couto ou de Gabriel Garcia Márquez (Crónica de uma morte anunciada), ou Luis Sepulveda. .
De
Celisol a 2 de Setembro de 2010 às 13:48
"As velas ardem até ao fim" de Sandor Marai, defino-o numa palavra: transformador.
Beijinhos
De Fernanda Matias a 2 de Setembro de 2010 às 14:34
Vamos então a livros, para a nossa Biblioteca:
"As Velas ardem até ao Fim," já recomendado por Celisol.
Todos, os de Millan Kundera e em especial " A Brincadeira "
" A Desgraça" de J.M.Coetzee - uma história de amor de Pai para Filha
" Fazes-me Falta " de Inês Pedrosa -neste caso de Filha para Pai
E tantos, tantos outros...
Abraços a todos
Fernanda Matias
"O caminho menos percorrido" de Scott Peck.
O primeiro que me ocorreu.
De Joana Freudenthal a 2 de Setembro de 2010 às 14:28
«As Terças com Morrie» - Mitch Albom
«As Palavras Caladas» - Pedro Miguel Lamet
«Como Água para Chocolate» - Laura Esquível
Poesia - Eugénio de Andrade
De Ana a 2 de Setembro de 2010 às 14:30
Laurinda:
Mal posso esperar por essa lista!...
A propósito do Sandor Marai há um livro que gostei muito mais do que as velas ardem até ao fim. Chama-se "A Mulher Certa" e é um daqueles livros que ao acabar me faz pensar: ainda bem que não morri sem lê-lo!...
Bora lá fazer essa lista!
Sandor Marai - A Mulher Certa
A Casa dos Espíritos - Isabel Allende
A Voz dos Deuses - João Aguiar (o livro da minha adolescência)
De Maria João de Ornelas Monteiro a 3 de Setembro de 2010 às 22:32
Gostei muito do As Velas Ardem até ao Fim. Não tanto do As Memórias de Esther também do mesmo autor. Mas se este A Mulher Certa é melhor, vou já à procura dele! É que o As Velas Ardem até ao Fim é mesmo bom!
Já agora acrescento o Expiação do Ian McEwan.
MJOM
De paulamcmoreira@gmail.com a 2 de Setembro de 2010 às 14:33
Memórias de Adriano - Margherite Yourcenar
De Paulo Duarte,sj a 2 de Setembro de 2010 às 14:34
Laurinda,
Aqui está uma boa ideia...
As minhas sugestões:
"Somos o esquecimento que seremos" de Héctor Abad Faciolince - Mais infos aqui: http://quetzal.blogs.sapo.pt/25026.html
"As Memórias de Adriano" de Marguerite Yourcenar
"O Livro de Safira" de Gilbert Sinoué - Mais infos aqui:
http://www.difel.pt/catalog/product_info.php?products_id=156
"A Viagem de Théo" de Catherine Clément - Mais infos aqui:
http://www.difel.pt/catalog/product_info.php?products_id=156
Um Abraço!
Gostei muito Do "Ensaio sobre a Cegueira".
Duas escritoras que gosto muito: Alice Vieira e Rosa Lobato Faria.
Fica a sugestão.
De
Marcolino a 2 de Setembro de 2010 às 15:37
Olá, Lurinda!
No tempo em que ainda podia ler, nunca dei sugestões de leitura, aos meus companheiros de jornada, porque nunca desejei ser um ponto de referência.
Emprestei, isso sim, dezenas de livros que me eram solicitados por quem não tinha dinheiro para os comprar.
Quando me vi obrigado a dar a minha biblioteca pessoal, com cerca de mil livros lidos por mim, deparei-me com certas barreiras nada a meu gosto.
Desejei dar todos os livros aos timorenses. Mas, para o fazer teria que lhes enviar por correio a minha biblioteca. Era despeza a mais para mim...
Recuei e olhei para mais perto de casa. Vislumbrei uma forte hipótese de dar toda esta bliblioteca à minha Paróquia. Exigiram-me que catalogasse os livros, os embalasse em caixotes, e os levasse até eles. Aqui, nem Maomé, nem a montanha se encontraram...
Pensei em jovens abandonados recolhidos em instituições não governamentais. Descobri que uma delas estava a necessitar de livros para que aqueles jovens tivessem algo para se cultivarem.
Visitei-os e, pessoalmente descobri que, «quem quer vai, e quem não quer manda...», porque regressei na mesma tarde a minha casa acompanhado de uma carrinha deles, e alguns jovens predispostos ajudarem-me acarretar os cerca de mil livros.
Mudando de assunto.
Fiquei surpreendido com esta sua observação, «... Sou muito eclética e leio de tudo menos ficção científica, policiais e livros 'tipo' Paulo Coelho ou afins.», porque, na maioria das vezes, a Laurinda, pelos menos a meu ver e sentir, filosofa de forma similar ao de Paulo Coelho. Ou estarei enganado. Pelo volume de vendas, Paulo Coelho é um escritor imensamente requisitado porque fala de afectos, não obstante já ter escutado, que muitas pessoas o catalogam como um escritor «pimpa», tal como já escutei a mesma classificação, em relação à minha querida Amiga que, pelo volume de visitas, este seu belissimo blogue, que sempre apelidei de blogue de afectos, também bate recordes, em relação a muitos outros blogues de conteudo similar.
Gostos não se discutem, aceitam-se, tal-qualmente somos aceites, pois se a leio por aqui, quase que diáriamente, é porque gosto do seu modo de estar na vida, tal como nos descreve, e não por ser a Laurinda Alves.
Abraço
Marcolino
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