Terça-feira, 31 de Agosto de 2010
Monumentos de força e coragem

 

Um post dedicado a todos os pais e mães com filhos hospitalizados que vivem à sua cabeceira. Tenho dois casais de amigos que conhecem bem esta realidade. Uns viveram este calvário ao longo de muitos meses sem conseguir que o filho voltasse para casa; outros estão quase a levar o seu bebé querido com eles mas todos têm sido monumentos de coragem, força e alegria. Impressiona sempre ver alguém fazer das suas fraquezas, forças. Quando estamos próximos do coração destas pessoas e conhecemos os contornos da sua realidade, ficamos não só impressionados como também gratos pela inspiração e capacidade de transformação. Deles e nossa, quero dizer. É impossível não nos sentirmos interpelados e é impossível não passarmos a relativizar muitas coisas no nosso quotidiano. Para além de dedicar este post às famílias e amigos, quero deixar umas palavras de reconhecimento e gratidão aos profissionais de saúde que também estão à cabeceira, com uma dedicação e um amor igualmente transformador. Há pessoas incríveis!

publicado por Laurinda Alves às 19:38
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21 comentários:
De inês a 1 de Setembro de 2010 às 23:03
Cara Fernanda, quais equipas cuidadoras dos centros de saúde?! As que existem de verdade ou as dos discursos políticos? E a responsabilidade dos familiares? E as soluções sociais? Talvez os Hospitais sejam o último reduto que na nossa sociedade persiste em funcionar pelo menos razoavelmente. Altas de madrugada para idosos sozinhos nunca vi, mas familiares negligentes vejo frequentemente. É preciso começar a ordenar melhor as ideias dos portugueses...
De Fernanda Matias a 2 de Setembro de 2010 às 10:39
Cara Inês

Não quero que seja levada a pensar, que tenho algo contra os Serviços de Saúde, que são essencias para a nossa saúde e as vidas de todos nós e ,onde há muitos profissioniais de excelência, técnica e humana, como em tantas outra áreas.
O facto de me ter referido aos idosos no meu comentário, tem a ver com casos mutos recentes e frequentes que me têm chegado ás mãos enquanto profissional e que me fazem pensar, que esta população tão frágil, está carente de respostas / políticas socias e de saúde que os proteja e lhes proporcione uma velhiçe com digidade, que muitos familiares não podem ou não querem proporcionar.
As equipas de Cuidados Continuados Inegrados a que me refiro, e que prestam cuidados de apoio socia e de saúde existem mesmo, só que não cobrem o Pais e as necessidades, infelizmente. Por isso não me referia ás do dscurso politico, óbviamente, mas ás reais, sendo que integrei uma durante alguns anos.

Um grande abraço e não fique aborrecida com o meu comentário.

Fernanda Matias
De inês a 2 de Setembro de 2010 às 18:27
Nem por sombras, pelos vistos o nosso combate é o mesmo: procurar respostas que não há para pessoas frágeis e doentes. Mas cada vez me custa mais aceitar comentários negativos ao que se faz nos hospitais, é muito desgastante.
Nas minhas mãos tenho demasiadas vezes pessoas sem necessidade de internamento que voltam aos hospitais porque os cuidados continuados são completamente insuficientes e os paliativos não chegam para nada. E por isso recorrem às urgências repetidamente sem necessidade urgente de hospital, apenas porque não têm onde estar condignamente.

Abraço :)

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