Domingo, 8 de Agosto de 2010
Uma casa, uma vida, um caminho, tantas histórias

 

Voltei a uma casa onde o passar dos anos também se mede pelos troncos das buganvílias e pela altura das árvores. Esta casa está no meu coração há décadas. Começou a ser importante quando eu tinha 20 anos. Vivi por aqui tempos muito, muito felizes.

 

 

 

Ontem foi dia de festa e o Alberto (sim, querida Concha, era o dia de anos do Alberto VS) sentou à volta da sua mesa um grupo extraordinário de amigos de todas as gerações, mais a família que pôde estar presente. O almoço começou pelas 2h e às 8h ainda estávamos à mesa. As conversas, as memórias e os livros encheram-nos de alegria e alguma nostalgia. A Mariana, a neta mais velha, tirou das estantes o livro da avó para vermos como é parecida com ela, quando a Helena era pequena. Iguaizinhas. Impressionante.

 

publicado por Laurinda Alves às 09:51
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5 comentários:
De Joana Freudenthal a 8 de Agosto de 2010 às 10:18
Ontem palpitou-me que seriam os anos do Alberto VS. E palpita-me agora o coração e enchem-se os olhos com a memória do SVS.

Querida Nana!...

É altura de mandar beijinhos quentinhos que estão ligados a estas memórias e o tempo está para isso.
De Marcolino a 8 de Agosto de 2010 às 18:09
Querida Laurinda,
Neste momento, estarou a passar uns dias perto de Barcelos, entre Barcelos e Braga, mais ou menos a meio caminho, numa propriedade de grande signiificado afectivo, não só para mim mas também para uma série de gerações dos donos deste pequeno paraiso na terra.
Esta propriedade pertence, à mesma familia, há cerca de 180 anos. Já sofreu várias remodelações a nivel de comodidade, mas continua a ser uma enorme quinta polivalente, um alfobre de várias gerações, um local paradisiaco, em cada recanto, dentro e fora das habitações, uma didática enciclopédia, plena de estórias, um mural interior forrado de velhas molduras, onde se pode ver quem foi quem, desde o seu inicio.
Este pequeno mundo, dentro do próprio mundo, tem-se mantido pessoal e intrasmissivel a estranhos, como que algo de muito importante selado, pactuado, pelas gereções anteriores, que lhe deram origem.
Recordo-me que, no Verão de 1969, o dono mais activo deste local, me deu a saber que, quando lhe passaram a pasta da gestão desta terra, nem sequer a planta do Tremoço era capaz de vingar.
Hoje, entre árvores de fruto, um souto de castanheiros com perto de 28 anos, vinha a toda a periferia, e alguma central, fazendo corredores interiores, ligando campos de cultivo uns aos outros, com direito a pousio, está colocada a parte lúdica, uma grande e moderna piscina, 1 campo de ténis, e o minigolfe.
Existe a parte agricola com as cortes para o gado de maior porte. Os coelhos, galinhas e patos, caminham sobre a eira, além dos guardas de 4 patas que, durante a noite, zelam pelo sono dos donos utentes e alguns convidados mais chegados a esta familia.
Grandes tílias brindam-nos com largas sombras, sob as quais descansamos após o almoço, e onde os nenés, dentro das ceirinhas, dormem tranquilamente, quase todo o santo dia.
Na pequena e rústica Capela, já se celebraram dezenas de casamentos e baptizados, um dos casamentos foi celebrado por D. Armindo, antigo Bispo do Porto, e dedicado amigo desta familia.
Aos domingos, quem quer, vai até a igreja da aldeia participar na missa. Os mais notivagos, acordando com o sol no zénite, preferem dar uma saltada, ao final da tarde, a Braga, quer à Sé, quer à igreja de Maximinos.
Ultimamente o bucolismo é salpicado, aqui e ali, por pequenos computadores portáteis, levados por quem já não sabe passar dias agradáveis, sem a companhia destes objectos não voadores identiificáveis «ONVI's», em vez de olhar, e escutar, a passarada na copa das árvores e, ao final do dia, saborear o vôo razante, das andorinhas, para beber água sobre as espelhadas, e paradas águas, da piscina.
À noite, perto da meia-noite, com a piscina iluminada, quem sente calor a mais, vai dar umas braçadas, contar as estrelas, e olhar alguma estrela cadente para formular um desejo concretizável!
Laurinda, continuação de boas férias, usufrua-as ao máximo que, pelo meu lado, faço o mesmo!
Abraço
Marcolino
De Tarsília a 8 de Agosto de 2010 às 19:53
A comidinha é para fazer crescer água na boca a quem está longe... as flores da casita de campo fazem-me nostalgia de outras lugares e outras paragens. Vivi muito tempo no Alentejo e havia dias em que me parecia África, o que me deixava muito contente por uns instantes.
Descanso merecido para ti.
Beijinho
De sbhranco a 9 de Agosto de 2010 às 00:56
Parabéns pela obra que o Divino Espírito Santo realizou em Ti...

Obrigado que Jesus e Maria te paguem
De Babette a 9 de Agosto de 2010 às 10:40
As fotos captam bem os afectos e os sítios e pessoas que povoam a nossa vida!...
Sente-se o "calor"!...
Boas férias. Descanse. Mas venha aqui de vez em quando, que temos saudades...
Babette

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