Ainda a propósito de 'laboratórios sociais' e multidões, deixo aqui uma fotografia do pátio central da Grand Central Station, em NY. Tirei esta fotografia há pouco mais de um mês, quando lá estive, depois de já ter gravado em Londres uma entrevista com a arquitecta Guida Marques Pinto em que ela sublinhou alguns detalhes humanos e humanizantes na arquitectura deste espaço único. Achei graça ao facto de a Guida, que faz arquitectura de causas e com impacto social, ter contado que os arquitectos da Central Station tiveram o cuidado de criar linhas invisíveis extraordinariamente eficazes que funcionam como corredores que orientam as multidões, permitindo a cada pessoa circular sem estar permanentemente sujeita a encontrões. Estas linhas praticamente invisíveis, mas arquitectonicamente bem definidas, tornam este imenso espaço mais humano na medida em que potencia o conforto de multidões e multidões que desfilam diariamente pelos corredores e naves da Central Station. Há mais detalhes felizes para além da estética e da arte que são, em si mesmas, um consolo permanente. Estes detalhes passam, por exemplo, por uma ligeira inclinação do solo à saída dos túneis e chegada ao patamar amplo e central (em cujo tecto abobadado foi pintada a esfera celeste, cheia de constelações e referências astronómicas) que faz com que as pessoas naturalmente olhem para cima, abram o plexo solar e respirem melhor. Ou seja, não se trata apenas da possibilidade de contemplar a arte do pintor francês Paul César Helleu, mas de descomprimir das viagens e trânsito subterrâneo. Gosto da ideia de emergir das profundezas da terra, onde viajamos em carruagens de ferro e aço, cheias de néons, para um espaço luminoso, trespassado de luz natural, onde ainda por cima alguém pensou em nós e na nossa necessidade de circular, respirar e admirar arte. Muito bom.
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