Sexta-feira, 9 de Julho de 2010
Cavaco Silva e Durão Barroso juntos no Estoril esta manhã

 

Durão Barroso e Cavaco Silva falaram esta manhã sobre as novas realidades empresariais, numa conferência internacional organizada pelo COTEC Global Business Forum 2010. Passei a manhã no Centro de Congressos do Estoril a ouvir falar sobre novas tendências, novas oportunidades e novos riscos. Gostei particularmente da abertura, realismo e optimismo com que todos enunciaram factos e circunstâncias. Durão Barroso terminou a sua intervenção com um sublinhado especial para os empreendedores e para os investigadores. Disse que precisamos de remover todos os obstáculos à livre circulação de cérebros e reforçou a ideia de que precisamos cada vez mais de um espaço único de investigação, inovação e empreendedorismo. Concordo inteiramente.

 

 

O Centro de Congressos do Estoril encheu-se de empresários, gestores e decisores políticos, mas não só. Os oradores internacionais que falaram depois de Cavaco Silva e Durão Barroso eram muito desafiadores e levaram todo o tipo de pessoas a esta conferência. Dominic Barton, líder da McKinsey, fez um discurso muito eloquente e cheio de estatísticas que ajudam a perceber para onde caminhamos: em breve haverá 5 biliões de pessoas com telemóveis e/ou possibilidade de comunicar facilmente entre si e esta realidade abre novas oportunidades. Barton falou em "novas rotas da seda" mundiais e no conceito "repricing the Planet". Foi muito, muito interessante e deixou-nos cheios de ideias para pensar.

 

 

Filipe de Botton, o anfitrião e moderador dos debates, está de parabéns pois esta edição do Forum COTEC foi um êxito sob todos os pontos de vista. Gostei particularmente de ouvir algumas ideias concretas e inovadoras sugeridas pelos oradores. Cito apenas um exemplo, para não me estender muito e também porque haveria tanto para dizer que corria o risco de não acabar. Andrew Morgan, da Diageo, falou do "Learning for Life", um mega projecto em curso a decorrer em vários países da América Latina (e não só), em que se pretendem criar novos estímulos e oportunidades de desenvolvimento. Morgan declarou, a título de exemplo, que se todos os condutores que são apanhados sem álcool no sangue fossem gratificados, muita coisa mudaria no mundo. Parece uma ideia absurda? A mim, não. Faz-me sentido e tal como Andrew Morgan, tenho a certeza de que muita coisa mudaria nas estradas portuguesas e na atitude dos condutores se esta medida fosse tomada. E agora volto à Garage e ao visionamento e edição dos programas. Bom fim de semana!

 

publicado por Laurinda Alves às 14:33
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3 comentários:
De isabel mota a 9 de Julho de 2010 às 22:00
Olá Laurinda
Deve ter sido realmente interessante e a ideia da livre circulação de cérebros faz-me pensar no quanto temos que caminhar até que as nossas escolas "cuidem" dos nossos cérebros e não os desprezem apenas porque têm algumas características diferentes. È muito interessante o trabalho da Profª Sara Bahia, da Faculdade de Psicologia de Lisboa, que coordena a delegação em Lisboa da ANEIS, Associação para o estudo e intervenção dos sobredotados. As crianças que são encaminhadas para a ANEIS, e são uma minoria, têm capacidades muito acima da média e esta associação existe não para lhes estimular o congitivo mas sim as competências sociais que são o que mais tarde irá trazer-lhes dificuldades na partilha das suas ideias. Só em Portugal a percentagem de crianças com capacidades destas está entre os 3 a 4 por cento da população escolar, no entanto, como têm algumas dificuldades no social acabam por se fechar. Somos um país com um "analfabetismo afectivo" muito grande e as escolas em vez de estarem atentas, trabalharem as competências sociais destas crianças, consideram-se senhores absolutos da verdade e... se não tiverem apenas 100 por cento nos testes já não se lhes dá atenção. E por isso mesmo vemos que tantos cérebros se perdem, na adolescência, porque ninguém lhes explicou, por exemplo, que falhar é normal. Isto porque quando ele falham não se "perdoam". Fico feliz por te ouvir abordar este tema e triste porque as nossas escolas, têm tantos "cerebros" que não sinalizam e, como tal, rotulam as crinaças de tantas coisas. E pior, pensam sempre que os pais é que são vaidosos, sem se preocuparem em dar ferramentas a estas crianças para mais tarde conseguirem partilharem ideias, resolverem problemas mais simples, e aprenderem a falhar. Se tiveres oportunidade e na qualidade de jornalista, e talvez até já conheças esta problemática, dedica um tempo a este tema e vais ver como estão os "cérebros" do futuro a ser tão pouco cuidados por muitas escolas, que vêm os alunos como seres humanos todos, exactamente, iguais... quando todos nós somos diferentes, e ainda bem! Beijinhos e bom fim de semana. Isabel
De Laurinda Alves a 11 de Julho de 2010 às 11:54
Querida Isabel, tens toda a razão e agradeço-te não só a partilha como tudo o que acrescentaste a um tema importantíssimo e sempre actual. Mais a informação sobre a Associação ANEIS. Nesta conferência houve muitas ideias que ficaram a fazer eco e também houve muito a consciência de que certas evidências foram ditas e repetidas (nunca é demais sublinhar algumas evidências pois nem sempre o óbvio se torna assim tão óbvio, como sabemos) e uma destas certezas é a de que os únicos 'ingredientes' sem preço e capaz de levar ao sucesso das empresas, mas também de cada um, é a integridade e a paixão com que fazemos as coisas. Se apostarmos nos nossos talentos e nos talentos dos outros e se fizermos as coisas com inteireza e paixão, o mundo muda. Um abraço e bom domingo. E viva Espanha! :)
De Laurinda Alves a 11 de Julho de 2010 às 11:56
Isabel, só uma emenda relativamente à concordância de verbos e construção da frase sobre os 'ingredientes' sem preço e capazes de levarem ao sucesso das empresas...

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