
Versos de um poema de Alberto Caeiro, porventura o heterónimo de Fernando Pessoa de que mais gosto e com o qual mais me identifico:
(...)
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
P.S.: Este livro foi-me oferecido em Madrid por um casal de amigos muito queridos, ela chama-se Elena e é espanhola; ele chama-se João e é português. A capa do livro e todo o grafismo desta colecção editada pela Casa Fernando Pessoa e pela CML foram desenhados pelo Jorge Colombo, outro grande amigo. Achei graça ao cúmulo de coincidências que vão dos versos preferidos aos amigos queridos. As fotografias são extraordinárias e são da Sandra Rocha.
:)
Porque sou Piquenina (em estatura, espero que não nos resto) quando fui para a minha casota um dos meus compadres ofereceu-me uma caneta com esses exactos versos.
É um excelente post-it de trazer por casa. Gosto muito... dos versos, da caneta e de tudo o que representa o conjunto!
bjinhos
Piquenina
De isabel mota a 1 de Julho de 2010 às 22:01
Minha querida Laurinda
E... já pensaste no tamanho que tens sempre que reparas na quantidade de coincidências que têm os teus dias? Muito bom mesmo. E tu merece-las... todas! Beijinhos grandes e... bom Julho para ti e para todos!
Isabel Mota
Alberto Caeiro também é, definitivamente, o heterónimo que mais gosto!
Uma boa noite, Moura Aveirense
Querida Laurinda, hoje li este post e pensei nele uns bons momentos.
Quero tanto acreditar que somos de facto do tamanho daquilo que vemos. Preciso de acreditar nisso. E num gesto hoje egoísta...preciso do sentir por mim.
Partilho consigo dois pensamentos de Murakami.
Um beijinho e obrigado por tanto.
João Nuno
http://joaonunomb.spaceblog.com.br
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As recordações são aquilo que nos aquece a alma. Mas também despedaçam o nosso coração.”
Haruki Murakami, in Kafka à Beira-mar
“Às vezes penso que o coração das pessoas é como um poço sem fundo. Ninguém sabe o que se encontra no seu interior. Não temos outro remédio senão dar largas à nossa imaginação a partir do que aparece, volta e meia, à tona.”
Haruki Murakami, in A Rapariga que inventou um Sonho
(...)
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
De facto... FANTÁSTICO.
São pequenas frases que dão a entender grandes situações.
Ninguém é suficientemente grande para se achar dono e senhor do mundo, mas toda a gente é suficientemente capaz de ser senhor do seu mundo se for, para si, inesperadamente grande... isto é o que eu penso e defendo, mas o que eu sei da vida? Ainda tenho tanto e tanto para descobrir .
Não sei se a Laurinda se lembra de mim ou não, eu comentei o seu blog à uns meses atrás e por motivos de força maior andei afastado destas lides. A Laurinda, uma vez, em resposta a um comentário meu disse-me "Daí a minha alegria quando leio os sonhos nas entrelinhas de alguém que comenta e deixa adivinhar que corre para realizar aquilo em que acredita. Espero vir a ler muitos textos seus nos media e ler muitas entrevistas! Abraço e não desista nunca.." a verdade é que depois de terminar este ano lectivo e entrar em 2010/2011 no 11º ano, tenho cada vez mais certezas que é este mundo da Comunicação que eu quero seguir, por pessoas como a Laurinda e muitos outros que me fazem acreditar que é possível chegar longe se os sonhos nunca se perderem e se lutarmos, com todas as nossas forcas, que somos capazes.
Pois bem, abri um novo blog, aquele que deixei no URL , e lá começa o meu trabalho. Sei que não é nada de muito entusiasmante, mas é um começo, e sei que daqui a uns tempos, as entrevistas que eu tenho vindo a fazer e as pequenas notícias que eu tenho vindo a desenvolver, vão ficar melhores, porque só com muito trabalho é que se consegue atingir uma quase perfeição, já que ninguém é perfeito.
E quem sabe, um dia, eu não esteja a fazer-lhe uma entrevista . Desta vez venho para ficar, e conte comigo para comentar mais e mais vezes neste seu espaço. Se tiver um tempito peço-lhe que visite o meu e me dê a sua opinião mais sincera, porque a avaliação de um profissional, mesmo que seja negativa, ajuda-nos sempre a melhorar.
Beijinho amigo,
Rui Fernandes
Alberto Caeiro, na minha opinião foi um dos melhores.
Ele escrevia com o coração e, por isso, conseguia transmitir não apenas o que queria-mos ler, mas também o que precisava-mos ler.
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