
Eis o cabelo fascinante de um rapaz que viajou ao meu lado no avião pouco tempo antes de começar o Mundial de Futebol. Vejo o cabelo 'lavrado' de um jogador da selecção do Ghana, mais os cortes estrambólicos de outros jogadores dentro e fora dos relvados sul-africanos e não resisto a mostrar o do meu 'amigo' por ser porventura o mais extraordinário de todos. Se pudessem ver de perto, como eu vi, o detalhe dos cortes e contra-cortes (mais rentes e menos rentes, para sublinharem a geometria da coisa) e a perfeição das linhas, percebiam a maravilha de mãos que tem o artista que re-desenhou esta cabeça.
De Tarsília a 28 de Junho de 2010 às 23:52
Há alturas da vida que tudo parece ir ao nosso encontro em sentido contrário. Mas é sempre passageiro; nada é para sempre. Como diz a reflexos - são as maleitas da vida.
Sexta-feira fui assistir a uma tese de Doutoramento de uma amiga que veio de Moçambique e ficou em minha casa. O trabalho era sobre "O poder dos provérbios na língua tsonga". Defendeu com uma nota altíssima e fiquei feliz por me ter dedicado o livro que ser editado brevemente.
E por causa da doenças e dos provérbios costumo dizer este: "quando as coisas vão mal, não temos que ir com elas". Isto é para me defender das angústias que são superiores à minha capacidade de gestão.
Mas neste caso só posso ser espectadora atenta, nada mais posso fazer. Moçambique é muito longe e a malária adora-me.
Sei que está em boas mãos; outras filhas e bons médicos.
Querida Tarsília adorei o provérbio e vou guardá-lo. É tão óbvio e tão evidente que nos passa muitas vezes despercebido... Quanto à tua mãe, que difícil esta distância e esta gestão das dores e angústias. Estamos juntas e espero que corra tudo pelo melhor. Fazes bem em confiar nas tuas irmãs e nos bons médicos. Um abraço outra vez especial e parabéns pelo livro dedicado!
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