
Não há palavras para dizer nem escrever na hora da morte de pessoas como Saramago. Goste-se ou não do seu estilo literário, foi um escritor marcante e a sua marca não teve a ver apenas com o facto de ter sido Nobel da Literatura. Aqui fica a minha homenagem com uma imagem que, para mim, é como se fosse uma passagem.
De Romina Barreto a 18 de Junho de 2010 às 15:34
Uma hora sempre de tristeza, afinal ele era só (para mim e para muitos) o maior escritor português das últimas décadas, apesar de eu não ser leitora assídua daquilo que escrevia Saramago... para além de tudo uma 'pedra' fundamental na memória de todos os portugueses e da nossa cultura. A passagem do Saramago pelas nossas vidas constitui um marco indelével a que ninguém é indiferente, goste-se ou não do seu estilo, como sublinhou a Laurinda.
Romina
Para mim, morreu o melhor escritor português vivo. É um dia muito, muito triste. Livros como o "Ensaio sobre a Cegueira" e "As intermitências da morte" são dos mais marcantes que li até hoje.
De isabel mota a 18 de Junho de 2010 às 19:29
Junto-me a ti e a todos neste momento de silêncio perante a morte de José Saramago. E penso que, quer se concorde ou não com as posições do homem, há uma obra extraordinária e muito, muito importante que não deixa ninguém indiferente. Partiu um grande escritor, um grande poeta, um grande defensor da liberdade. Isabel Mota
Querida Laurinda!
Nunca poderei prestar aquela homenagem, que seria devida, a alguém grande, como Saramago, apenas escrevi, à minha moda, no meu Blgue inquirindo-me se, na realidade, «Saramago, morreu?».
«Saramago, morreu?...
Seu corpo
Cansado e doente
Sim
Seu espírito
Partido deste Mundo
Para onde quer que fosse
Ninguém o vê
Mas todos
Sem excepções
O poderão sentir
Quase agarrar
Vida fora
Lendo a sua vasta Obra»
Abraço,
Marcolino
De Maggie a 18 de Junho de 2010 às 22:45
Baltasar e Blimunda são património de todos nós, graças a Saramago. E tantas outras são as personagens que ficam orfãs... ou será que somos nós que ficamos um pouco mais pobres? É Portugal que está nos seus livros, é a alma portuguesa, nas suas vertentes positivas e negativas.
Saramago, prémio Camões, prémio Nobel... português, sempre.
De victorb a 19 de Junho de 2010 às 01:10
A morte duma figura pública, tanto mais se duma figura pública incontornável como José Saramago toca-nos sempre duma ou doutra consequente forma.
Por ironia a morte de personalidades universalmente tocantes como José Saramago, torna-as(o) imediatamente eternas(o)!...
VB
De Antonio a 19 de Junho de 2010 às 11:45
Laurinda, bom dia. Parabens pelo BLOG. Sobre Saramago "apenas" posso dizer que me tornei verdadeiramente leitor (compulsivo?) tardiamente, aos 28 anos (tenho 43), após ler o insuperável "Levantado do Chão". Homenagear um escritor é ler a sua obra. Ler a sua obra! Tudo o resto (prémios, honrarias, estátuas,etc ) é apenas espuma que se vai perder atrás da cortina do tempo. A minha homenagem vai ser adquirir hoje o seu último livro e Ler...Ler..Ler...a sua obra para que o escritor não morra!
De Gonçalo Moita a 19 de Junho de 2010 às 14:16
Uma breve discordância, Laurinda:
Na hora da morte de pessoa como Saramago há imensas palavras que se podem dizer.
Relativamente á sua faceta de escritor, pôs o seu nome e o nome de Portugal nas bocas do mundo. Foi bem, independentemente de sermos ou não apreciadores do estilo.
Quato à pessoa, há - repito - muitas palavras por dizer, mas não as deixarei para não estragar a beleza que tão bem insistes em manter neste teu blog.
Gonçalo Moita
De viguilherme a 19 de Junho de 2010 às 21:02
O silêncio é de ouro em certas situações como sinal de respeito ,de honra e dignidade pelo momento que passa ......mas também estar em presença e acompanhar numa ultima viagem quem com connosco partilhou saberes e cultura ....
Querida Laurinda, um beijinho até si com saudades. Deixo-lhe uma das minhas frases favoritas de Saramago.
“Todos os dias têm a sua história, um só minuto levaria anos a contar, o mínimo gesto, o descasque miudinho duma palavra, duma sílaba, dum som, para já não falar dos pensamentos, que é coisa de muito estofo, pensar no que se pensa, ou pensou, ou está pensando, e que pensamento é esse que pensa o outro pensamento, não acabaríamos nunca mais”.
José Saramago
Levantado do Chão, Ed. Caminho, 14.ª ed., p. 59
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