Sexta-feira, 18 de Junho de 2010
A vida e a morte de Saramago

 

Não há palavras para dizer nem escrever na hora da morte de pessoas como Saramago. Goste-se ou não do seu estilo literário, foi um escritor marcante e a sua marca não teve a ver apenas com o facto de ter sido Nobel da Literatura. Aqui fica a minha homenagem com uma imagem que, para mim, é como se fosse uma passagem.

publicado por Laurinda Alves às 15:17
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10 comentários:
De Romina Barreto a 18 de Junho de 2010 às 15:34
Uma hora sempre de tristeza, afinal ele era só (para mim e para muitos) o maior escritor português das últimas décadas, apesar de eu não ser leitora assídua daquilo que escrevia Saramago... para além de tudo uma 'pedra' fundamental na memória de todos os portugueses e da nossa cultura. A passagem do Saramago pelas nossas vidas constitui um marco indelével a que ninguém é indiferente, goste-se ou não do seu estilo, como sublinhou a Laurinda.

Romina
De Moura Aveirense a 18 de Junho de 2010 às 18:00
Para mim, morreu o melhor escritor português vivo. É um dia muito, muito triste. Livros como o "Ensaio sobre a Cegueira" e "As intermitências da morte" são dos mais marcantes que li até hoje.
De isabel mota a 18 de Junho de 2010 às 19:29
Junto-me a ti e a todos neste momento de silêncio perante a morte de José Saramago. E penso que, quer se concorde ou não com as posições do homem, há uma obra extraordinária e muito, muito importante que não deixa ninguém indiferente. Partiu um grande escritor, um grande poeta, um grande defensor da liberdade. Isabel Mota
De Marcolino a 18 de Junho de 2010 às 19:50
Querida Laurinda!

Nunca poderei prestar aquela homenagem, que seria devida, a alguém grande, como Saramago, apenas escrevi, à minha moda, no meu Blgue inquirindo-me se, na realidade, «Saramago, morreu?».

«Saramago, morreu?...

Seu corpo
Cansado e doente
Sim
Seu espírito
Partido deste Mundo
Para onde quer que fosse
Ninguém o vê
Mas todos
Sem excepções
O poderão sentir
Quase agarrar
Vida fora
Lendo a sua vasta Obra»

Abraço,
Marcolino
De Maggie a 18 de Junho de 2010 às 22:45
Baltasar e Blimunda são património de todos nós, graças a Saramago. E tantas outras são as personagens que ficam orfãs... ou será que somos nós que ficamos um pouco mais pobres? É Portugal que está nos seus livros, é a alma portuguesa, nas suas vertentes positivas e negativas.
Saramago, prémio Camões, prémio Nobel... português, sempre.
De victorb a 19 de Junho de 2010 às 01:10
A morte duma figura pública, tanto mais se duma figura pública incontornável como José Saramago toca-nos sempre duma ou doutra consequente forma.

Por ironia a morte de personalidades universalmente tocantes como José Saramago, torna-as(o) imediatamente eternas(o)!...

VB
De Antonio a 19 de Junho de 2010 às 11:45
Laurinda, bom dia. Parabens pelo BLOG. Sobre Saramago "apenas" posso dizer que me tornei verdadeiramente leitor (compulsivo?) tardiamente, aos 28 anos (tenho 43), após ler o insuperável "Levantado do Chão". Homenagear um escritor é ler a sua obra. Ler a sua obra! Tudo o resto (prémios, honrarias, estátuas,etc ) é apenas espuma que se vai perder atrás da cortina do tempo. A minha homenagem vai ser adquirir hoje o seu último livro e Ler...Ler..Ler...a sua obra para que o escritor não morra!
De Gonçalo Moita a 19 de Junho de 2010 às 14:16
Uma breve discordância, Laurinda:
Na hora da morte de pessoa como Saramago há imensas palavras que se podem dizer.
Relativamente á sua faceta de escritor, pôs o seu nome e o nome de Portugal nas bocas do mundo. Foi bem, independentemente de sermos ou não apreciadores do estilo.
Quato à pessoa, há - repito - muitas palavras por dizer, mas não as deixarei para não estragar a beleza que tão bem insistes em manter neste teu blog.
Gonçalo Moita
De viguilherme a 19 de Junho de 2010 às 21:02
O silêncio é de ouro em certas situações como sinal de respeito ,de honra e dignidade pelo momento que passa ......mas também estar em presença e acompanhar numa ultima viagem quem com connosco partilhou saberes e cultura ....

De João Nuno a 20 de Junho de 2010 às 19:39
Querida Laurinda, um beijinho até si com saudades. Deixo-lhe uma das minhas frases favoritas de Saramago.

“Todos os dias têm a sua história, um só minuto levaria anos a contar, o mínimo gesto, o descasque miudinho duma palavra, duma sílaba, dum som, para já não falar dos pensamentos, que é coisa de muito estofo, pensar no que se pensa, ou pensou, ou está pensando, e que pensamento é esse que pensa o outro pensamento, não acabaríamos nunca mais”.

José Saramago

Levantado do Chão, Ed. Caminho, 14.ª ed., p. 59

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