Este cão mora nesta casa, na encosta do Castelo. Passei à porta e parei porque me chamou a atenção vê-lo abrir a pequena janela com as patas e depois pôr-se naquela posição clássica das velhinhas que se encostam à janela de casa para ver quem passa na rua. Acho o cão lindo e interpelou-me 'humanidade' do seu 'gesto'. Lembrou-me o Cão Como Nós, um dos livros de Manuel Alegre de que mais gosto e aconselho.
"Cão bonito, dizia eu em momentos raros. (...) Assim que eu dizia - Cão Bonito - ele não resistia. Deixava-se dominar pela emoção, o que não era vulgar num cão que fazia o possível e o impossível para não o ser. Mas faça-se justiça: sempre partilhou as nossas alegrias e tristezas. Estou a vê-lo no dia do funeral do meu pai. Quando viemos do cemitério ele correu a casa toda, percebeu que havia uma falta, ou talvez sentisse uma presença que nós fisicamente já não sentíamos. Subiu escadas, desceu escadas, entrou e saiu de cada sala, deu voltas ao jardim, tornou a correr a casa toda. Até que de repente parou e foi enroscar-se, como sempre, aos pés do meu pai, quero dizer, em frente da cadeira vazia onde meu pai costumava sentar-se. Ou talvez para ele a cadeira não estivesse assim tão vazia." in Cão Como Nós, Manuel Alegre
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