Quarta-feira, 2 de Junho de 2010
As fotografias da exposição de ontem

 

A exposição de desenhos que inaugurou ontem na Galeria João Esteves de Oliveira, no Chiado, tem a particularidade de revelar 3 artistas muito completos e complementares que trabalharam de 'costas voltadas', sem saber do trabalho uns dos outros, e produziram obra que dava para três belas exposições.

 

 

Brian Cronin, artista irlandês que vive e trabalha em Nova Iorque, é ilustrador e tem feito capas de algums dos melhores e mais lendários jornais e revistas internacionais como a Time, a New Yorker, a Rolling Stone, o Libération, o Times of London, a Harpers entre muitos outros. João Esteves de Oliveira, o galerista, conta com entusiasmo detalhes sobre a obra de cada um dos artistas que agora expõe.

 

 

O espaço da galeria é luminoso e inspirador. Na parede da entrada, à direita de quem entra (à esquerda na foto) estão expostos todos os cavalos que o Miguel Branco desenhou para esta exposição. São desenhos muito bons e de certa forma inesperados, pois é a primeira vez que pinta em papel.

 

 

Esta exposição tem o título sugestivo de Corpo Translúcido e é gira a sobreposição da obra de três artistas tão diferentes entre si e, ao mesmo, tão compatíveis. É como se os desenhos de uns potenciassem os desenhos dos outros. Nem sei explicar isto bem, mas há um virtuosismo comum que interpela e nos leva longe. Do absurdo da 'suspensão temporal' de Brian Cronin, às imagens diversas de Marcelo Costa, passando pelos animais e esqueletos de Miguel Branco, tudo é exaltante e divertido nesta exposição.

 

 

Os ângulos e perspectivas dos artistas ganham imenso com os ângulos e perspectivas que o espaço da própria galeria vai revelando e escondendo. De repente há uma unidade entre tudo e todos e isso dá uma sensação de conforto incrível, na medida em que não tropeçamos em nada nem ninguém. No sentido literal e metafórico, leia-se.

 

 

 

Adorei este cavalo com uma coisa pendurada. Não sei bem que coisa é esta mas percebi que pode ser o que cada um quiser. Até pode ser a ilusão de uma placenta, como diz o próprio autor. Seja. A expressão do cavalo prendeu-me e fez-me ficar a olhar para ele demoradamente.

 

 

É sempre fascinante ouvir os artistas falarem do processo criativo. Sou amiga e admiradora do Miguel Branco há muitos anos e nunca me canso de o ouvir...

 

 

Adoro inaugurações de boas exposições e adoro voltar à rua quando ainda é dia e temos a ilusão de que tudo ainda está para começar. Ontem acabámos por dar um longo passeio de mota à beira-rio. Estava uma noite de arraso e quando chegam estas noites é impossível não dar passeios ao longo do rio. Digo eu, que sou fanática por motas, mar e rio. E pelas margens de cá e de lá.

 

 

publicado por Laurinda Alves às 19:37
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