Segunda-feira, 17 de Maio de 2010
Nos bastidores do concerto de piano de Matan Porat

 

Matan Porat, pianista israelita, tocou esta noite nos claustros do Museu de São Roque, em Lisboa. Imediatamente antes do concerto, o pianista ensaiou as peças que ia tocar enquanto os técnicos de luzes afinavam os focos para não haver sombras no teclado.

 

 

Matan Porat tem umas mãos prodigiosas que tanto correm velozes sobre o piano, como tocam notas muito simples e ficam suspensas no ar à espera do silêncio que se segue a essas mesmas notas. Esta noite Matan Porat tocou apenas uma peça sua, contemporânea, com sons curiosos e alternativos, entre um repertório clássico que incluiu Liszt, Beethoven e Bach.

 

 

Confesso que quando vou a um concerto de piano de repertório clássico, estranho sempre as peças contemporâneas. É como se só estivesse formatada para ouvir uma música que conheço e não outra, mais experimental e porventura menos harmoniosa. Admito que seja um defeito meu, mas é a realidade. Quando Matan Porat tocou uma composição sua, entre um Liszt espectacularmente bem tocado e um Bach de arraso para terminar, eu e alguns dos presentes sentimos o desconforto de o ouvir em dois registos radicalmente diferentes e até opostos.  

 

 

Felizmente (e o próprio Matan Porat que me perdoe) só houve um desvio ao repertório clássico. Gostei muito, muito do concerto e adorei os dois encores. Tenho pena de ter 'tropeçado' na peça contemporânea em que Porat entalou um livro de partituras na mecânica do piano para obter um som mais abafado, com outra plástica e uma certa desarmonia intencional. Em todo o caso foi um exercício de liberdade criativa muito original e marcante, que revelou a sua paixão pela composição e música contemporânea. Porat falou em português com o público porque entre o seu percurso notável e várias vezes premiado, conta-se o tempo que passou em Belgais a aprender e a tocar com Maria João Pires.    

publicado por Laurinda Alves às 01:09
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5 comentários:
De viguilherme a 17 de Maio de 2010 às 21:08
Momentos dificeis para todos ....mas predominantemente para classe média e mais desfavorecidos ......talvez as dificuldades agucem o engenho ,assim diz o povo ....mas não seria preciso tanto esforço ,,,,pois o que é de mais da moléstia ....logo doenças e mal estar ......espera.se que seja uma fase transitória e que conduza a um novo e bom equilíbrio .......
De Luís Fernandes a 18 de Maio de 2010 às 15:38
Gostaria de lhe pedir que comentasse, se desejar, o diferendo sojornal e a UMAR.

Obrigado
Sérgio
De Fernanda Matias a 19 de Maio de 2010 às 13:47
Cara Laurinda

Há dois dias que não sabemos nada de si. Espero que esteja a repousar da quase volta ao Mundo, mas que esteja bem.

Um abraço

Fernanda Matias
De isabel mota a 19 de Maio de 2010 às 16:17
Olá Laurinda,
Passei por aqui, como aliás faço todos os dias, e desta vez apenas para te deixar um grande beijinho e um abraço cheio de luz, sol e muito sorrisos. Para ti, para todos os que por aqui se cruzam.
Beijinhos. Isabel Mota
De isabel mota a 19 de Maio de 2010 às 18:51
... e para te dizer que já há imensos pirilampos a rondar a casa, quando à noite fecho a janela... é um espectáculo que chega com as noites de Verão e que à pouco queria partilhar contigo e esqueci-me.
Muitos beijinhos e quando fores para o campo, antes de fechares a janela, olha à volta... já andam por todo o lado!
Isabel

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