Alguém disse recentemente que um dos grandes pecados modernos é transformar tudo em negócio, dando cabo do ócio. A ideia era sublinhar que tudo, mas mesmo tudo, se transforma cada vez mais em negócio: a arte, as ideias, o desporto, a religião, a diversão e até o próprio tempo.
“É preciso recuperar o ócio!”. A frase fez sentido na altura e continua a fazer eco agora.
Antes de inaugurar um ano novinho em folha, vale a pena pensar em formas criativas de investir num tempo mais descontraído e regenerador. Um tempo que não esteja permanentemente marcado por pressas e urgências incontornáveis.
Nesta lógica, o activismo da nossa era (para não dizer hiperactivismo!) é uma atitude a repensar, sob pena de chegarmos ao fim de mais um ano cheios de stress e…oportunidades perdidas.