Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
Combater o Mobbing
Antigamente dizia-se nos corredores das empresas que certo funcionário estava na ‘prateleira’ quando deixava de ter trabalho, quando era despromovido ou de alguma forma desvalorizado. Hoje sabemos que essa prateleira tem um nome científico e universal: mobbing.
O mobbing é uma espécie de assédio psicológico que resulta de uma ou várias práticas consistentes e coerentes de rebaixamento de um funcionário. Subtil, daninho e muitas vezes irreversível, este processo faz cada vez mais vítimas no mundo do trabalho.
É muito difícil detectar a pressão do mobbing porque ela se exerce cirurgicamente sobre o visado. Os pares e quem gravita à volta ou estão envolvidos nesta atitude negativa ou, se não estão, podem nem se dar conta até já ser demasiado tarde.
Começa sempre de uma maneira invisível e desconcertante. De tal maneira que a própria vítima demora a perceber que se tornou uma vítima. Se começar pelo chefe, este tratará de ir dando sinais negativos, de retirar competências, de o ignorar delegando as suas tarefas a outros, de o afastar de toda e qualquer decisão, de o pressionar de mil e uma maneiras que podem chegar até à mudança de local físico sempre que isso é possível. Algumas vezes o mobbing é uma pressão que se exerce entre pares, sem o conhecimento ou apoio expresso do chefe, e também nestas circunstâncias apenas a pessoa visada sente que alguma coisa se passa e todos os dias muda para pior. Seja um chefe ou vários colegas a iniciar este assédio, na realidade rapidamente se faz um acordo tácito entre os que estão à volta para ignorar, desvalorizar, retirar estatuto e rebaixar o funcionário em questão.
O processo é doloroso para a vítima que não só demora a perceber como se sente muito só uma vez que esse acordo tácito que se estende à sua volta funciona como um cerco que o ameaça cada dia mais.
Existem cada vez mais vítimas de mobbing mas, felizmente, também existem cada vez mais pessoas atentas ao fenómeno e conscientes da sua gravidade. Vale a pena ficar atento ao que se passa ao nosso lado e denunciar toda e qualquer forma de pressão cruel que vise excluir, humilhar e rebaixar.    
tags:
publicado por Laurinda Alves às 18:18
link do post | comentar | favorito
2 comentários:
De Maria a 4 de Março de 2010 às 20:43
Dr. Laurinda ALves

Li o seu artigo, e muitos mais que já foram escritos sobre o assunto, nomeadamente e principalmente estrangeiros. Pergunto: Denunciar?! A quem? A que instituição?

Obrigada.
De Morpheus a 21 de Julho de 2010 às 19:49
Cara Laurinda Alves,

A questão que a leitora colocou é pertinente e não encontrei qualquer entidade a quem dirigir uma denúncia. Espero que possa indicar alguma uma vez que este é fenómeno cada vez mais habitual para "forçar" os funcionários a despedir-se.

Obrigado

Comentar post

.pesquisar
 
.tags

. todas as tags

.posts recentes

. MUITO OBRIGADA A TODOS PE...

. CURSOS DE COMUNICAÇÃO NO ...

. Curso de Comunicação adia...

. Se tiver quorum ainda dou...

. O BENTO E A CARMO HOJE EM...

. HOJE NO PORTO: SOBREVIVER...

. MÃES QUE NÃO CHEGAM A VER...

. Esta miúda vai longe!

. Alegria!

. Ladrões e cavalheiros

.arquivos
.mais sobre mim
.subscrever feeds