Quinta-feira, 20 de Setembro de 2007
O amor é a minha religião!
 
Agora que já se foi embora mas as suas gargalhadas, as suas palavras e a sua presença ainda fazem eco naqueles que o acolheram, que o ouviram e acompanharam com abertura de coração e toda a liberdade interior que faltou aos políticos pseudo-diplomáticos que não tiveram qualquer pudor em recusar-se a receber um Nobel da Paz, o Dalai Lama faz falta mesmo a quem não é budista nem tem aspirações a sê-lo.
O testemunho humano de Sua Santidade impressionou todos quantos estiveram próximos dele nestes dias luminosos de ensinamentos e visitas a lugares sagrados. Na Mesquita de Lisboa, perante uma assembleia de representantes de todas as religiões e crenças, o Dalai Lama confessou que era a primeira vez na vida que visitava uma mesquita.
- I’m extremely happy for being here!
O encontro inter religiões serviu para diluir as diferenças e tornar ainda mais evidentes as semelhanças que unem todos os que subscrevem as breves palavras proferidas pelo presidente da comunidade islâmica no discurso de boas-vindas.
- Love is my religion! – declarou solenemente Abdul Vakil.
O Dalai Lama fez que sim com a cabeça e pouco depois retomou estas palavras finais com o sorriso misteriosamente sério que reserva às questões mais sérias. Disse que as abordagens são diferentes mas os propósitos são os mesmos e aproveitou para sublinhar a importância das diferenças de crenças.
- É muito útil à humanidade que existam vários caminhos espirituais. As pessoas são diferentes, têm culturas distintas e vivem em mundos desiguais. É natural que pensem, sintam e se interroguem filosófica e espiritualmente de formas diferentes mas o mais importante é que tenhamos a mesma ambição: reforçar os laços entre todos, sermos mais tolerantes e revelarmos maior compaixão uns pelos outros.
O amor, a tolerância, a compaixão e o perdão são palavras-chave no discurso pacifista de Tenzin Gyatso. O líder espiritual tibetano lembrou que a opção de seguir uma fé religiosa cabe a cada um e depende das suas circunstâncias pessoais e culturais mas não hesitou em dizer que “uma vez abraçada uma crença, devemos ser sérios e sinceros e praticá-la na nossa vida diária”.
Sábio e profundo, o Dalai Lama usou sempre palavras e metáforas muito simples para reforçar as suas ideias.
- A questão das diferenças de fé é como a questão das diferenças entre médicos. Há diversos métodos e diferentes remédios para tratar uma doença mas o objectivo é o mesmo: curar a doença.
 
 
publicado por Laurinda Alves às 17:59
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