Terça-feira, 21 de Julho de 2009
Memórias de uma casa agora revisitada

 

Passados vinte e cinco anos voltei a uma casa que foi a retaguarda de uma outra casa radicalmente importante na minha vida. Falo no sentido literal e metafórico pois esta casa ficava atrás da outra, num pátio de casas recuperadas pela mesma família. Agora que lá voltei e a senhora Maria me abriu a porta, com este imenso molho de chaves, senti uma nostalgia profunda de um tempo muito feliz e muito bem vivido. Ainda bem que a memória não é uma paisagem assim tão distante.

 

 

O casão, como é conhecida esta espécie de sótão onde cabe um mundo de coisas mais ou menos avulsas mas todas cheias de histórias, permanece intacto como se os anos não tivessem passado. Esta sensação de tempo suspenso, parado (ou apenas demorado), parece um sonho. Notei diferenças nas janelas do tecto, que não existiam, e na escala do casão. Não sei se me pareceu maior ou menor, só sei que o achei diferente. Gostei da luz de cima e do cheiro das madeiras enceradas. 

 

 

Gostei particularmente de ver que os livros continuam suspensos, como o tempo, amparados uns nos outros. Como todos nós, ao longo dos tempos. Que seríamos uns sem os outros? Tive saudades da Helena, da sua voz alegre e da sua presença forte. Nada disto teria a mesma beleza se ela não tivesse existido nesta casa. 

 

publicado por Laurinda Alves às 00:01
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