Segunda-feira, 15 de Junho de 2009
Ningém acende uma luz debaixo da cama?

 

 

Dizem que ninguém acende uma luz para a colocar debaixo da cama. Ou da mesa. Ou num lugar que a impeça de iluminar. Tirei esta fotografia há meses, a um amigo arquitecto que também é artista plástico com um sentido muito performativo dos espaços, da luz e das sombras. Achei curiosa esta maneira de iluminar um quarto despojado de objectos: apenas uma cama, um tapete, um cabide ao alto e uma luz que muda de cores e fica pousada debaixo da cama. Escondida mas sempre a iluminar. Embora não seja propriamente uma metáfora, ajuda a ilustrar esta certeza de ser impossível ocultar uma luz acesa.  

 

  

publicado por Laurinda Alves às 14:21
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11 comentários:
De Piquenina a 15 de Junho de 2009 às 16:21
Querida Laurinda,

que belo regresso :)

Hoje escrevo só para fazer uma pequena chamada de atenção. "Desci" a Lisboa para votar e regressei hoje ao Porto. Quando passava de autocarro pela Rotunda da Boavista ainda restava lá pelo menos um cartaz do MEP (não é o único partido a ter deixado lá cartazes). Provavelmente ainda estão em fase de retirada e esta minha chamada de atenção é extemporânea, mas custa-me que depois das eleições quase todos se "esqueçam" de retirar toda a propaganda com que povoaram as cidades.

bjinhos.
Piquenina
De Carlos ALbuquerque a 16 de Junho de 2009 às 11:30
Cara Piquenina

Estamos em ano de eleições e por isso em Lisboa todos os partidos mantêm os cartazes. Aqui o MEP substituiu o cartaz da Laurinda por um cartaz do Rui Marques, presidente do MEP.
De mochosecompanhia a 15 de Junho de 2009 às 16:31
Gosto!
:)
De Marta Martins a 15 de Junho de 2009 às 16:34
É mesmo impossível, não é?
Como a luz, que não se esconde, depois de expandido, um coração ou uma alma, já nada volta a ser o que era. Tem razão.
Acho que compreendo este período de balanço e de tentar dar sentido a tanto que se viveu. De reorientar tudo o que aprendeu a acumulou....
Tenho a intuição algo de positivo há de surgir, a Laurinda é uma optimista militante e o "universo sempre conspira " (Paulo Coelho) a seu favor.
Abraço
Marta
De sofia a 15 de Junho de 2009 às 21:08
Olá Laurinda, é a primeira vez que visito e comento neste blog e quero felicitá-la por este admirável cantinho.
A ideia de acender uma luz debaixo da cama parece-me acolhedora, faz-me lembrar as minhas leituras "clandestinas" quando era suposto já estar a dormir, em casa dos meus pais, quando criança!
De maria3prof a 15 de Junho de 2009 às 23:15
Este formato não me é completamente desconhecido! Ver a realidade usando os objectos de formas alternativas, permite reflectir o real a partir de ângulos novos, cores novas e espaços reinventados...
Ser capaz de criar estas possibilidades é abrir espaços para o pensamento...
De Zilda Cardoso a 16 de Junho de 2009 às 07:29
Ainda bem que voltou, querida amiga. Estava a sentir a s/falta, cada manhã, como aconteceu com todos os s/admiradores, tenho a certeza. É que ISTO tb é importante, não apenas o MEP.
Os s/amigos e todos os que a apoiam, com acesso ou não ao blog, adoram saber de si, saber que está bem e que tem pensamentos claros para nos transmitir.
Saudo o seu regresso.
De Zilda Cardoso a 16 de Junho de 2009 às 11:20
Gosto da ideia da luz debaixo da cama, ou quase. Já tenho posto - o ambiente fica logo mais interessante, misterioso, novo. Sombras e luz suave e música... não há melhor para pensar, para se encontrar, para encontrar ou reencontrar o seu lugar no mundo.
De Huma Senhora a 16 de Junho de 2009 às 12:10
Gosto do ambiente que se cria, também já tive...
De Tiago Casaleiro a 16 de Junho de 2009 às 22:52
Olá Laurinda!

A Laurinda como é óbvio não se lembra de mim; mas as palavras que a Laurinda me dirigiu na Casa de Saúde da Idanha, num encontro sobre cuidados paliativos, foram muito importantes para mim.
De certa forma, senti que não estava sozinho ao ver um mundo com outro olhar. Sou um jovem em constante mudança e crescimento. Contudo, encontro em certas pessoas uma força que me diz: "Força! É por aí!"
Falo das pessoas que marcam pela sua existência! Santo Agostinho, o filósofo do coração, só concebia o filosofar a partir das coisas da vida! É desta forma que considero a Laurinda uma filósofa dos nossos tempos.
Quando vi as fotos pensei imediatamente na metáfora que a Laurinda que referiu no final. Por um lado, é impossível ocultar uma luz acesa; por outro, a mesma fonte luz ilumina duas realidades diferentes!!

Abraceijo!
De Augusto Küttner de Magalhães a 17 de Junho de 2009 às 10:16
Interessante ter um quarto só com o indispensável! Boa ideia. Quanto a iluminar a querer esconder a luz, é também difrente, mas já impossivel!

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